Tarcísio vai à Papudinha após adiamento gerar tensão com filhos de Bolsonaro

Governador de São Paulo irá à Papudinha em 29 de janeiro; cancelamento anterior provocou críticas públicas de Flávio e Eduardo Bolsonaro

Marina Verenicz

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrega nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, 354 apartamentos do Programa Casa Paulista, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As unidades entregues são destinadas a famílias que viviam em condições precárias.
Foto: Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entrega nesta quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, 354 apartamentos do Programa Casa Paulista, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. As unidades entregues são destinadas a famílias que viviam em condições precárias. Foto: Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (22) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro está marcado para a próxima quinta-feira, 29 de janeiro, das 11h às 13h.

A visita ocorrerá no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Bolsonaro está detido. A autorização foi concedida após pedido formal da defesa do ex-presidente.

Tarcísio havia programado uma visita para esta quinta-feira (22), mas adiou a ida a Brasília, alegando conflito de agenda. O cancelamento, no entanto, provocou incômodo entre aliados de Bolsonaro, uma vez que a agenda oficial do governador previa apenas despachos internos no dia.

Oportunidade com segurança!

A decisão levou a cobranças públicas dentro do próprio campo bolsonarista. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que “só Tarcísio pode explicar” o motivo do adiamento.

Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elevou o tom ao declarar que o governador “não tem opção” de se afastar politicamente de Flávio, sob risco de repetir o destino de João Doria, ex-aliado rompido com o bolsonarismo.

A nova data da visita busca encerrar o episódio e ocorre em um momento de sensibilidade política, marcado por disputas internas sobre o protagonismo da direita na corrida eleitoral de 2026.

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