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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a flertar com a disputa presidencial ao afirmar que pretende apresentar um “projeto para o Brasil” nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta quarta-feira (12), durante o Fórum de Investimentos Bradesco Asset, em São Paulo.
Sem assumir oficialmente a condição de pré-candidato, Tarcísio afirmou que a eleição exigirá uma equipe “apaixonada pelo Brasil” e minimizou a importância do nome que irá liderar essa agenda.

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“Independente de quem seja o condutor — e isso deixa de ser o mais importante — nós vamos ter sucesso”, disse. Em outro momento, reforçou a ambição nacional: “Nós vamos apresentar esse projeto para o Brasil, e esse projeto será vitorioso”.
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O governador afirmou ainda que o país precisa de um “salto” e que não se conforma que o Brasil permaneça como “o país do futuro”. Ao citar prioridades para o plano nacional, destacou o ajuste fiscal e reformas estruturais.
Críticas ao curto prazo
Ao comentar sua administração à frente do governo paulista, Tarcísio disse que governantes “não podem trabalhar pensando na repercussão eleitoral”.
Ele citou como exemplo o investimento de R$ 14 bilhões no Trem Intercidades Campinas–São Paulo, projeto que, segundo ele, não traz retorno político imediato, mas é fundamental para o desenvolvimento do Estado.
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“Se eu pensasse em eleição, jamais investiria R$ 14 bilhões no trem intercidades. Seria melhor pulverizar na política de paróquia. Isso daria muito mais dividendo, mas nós temos que pensar no longo prazo”, afirmou.
Sinalização ao mercado
Ao falar com investidores, o governador priorizou mensagens sobre responsabilidade fiscal e previsibilidade, defendendo que o país avance em reformas estruturais e ajuste as contas públicas.
“Vamos resolver o problema fiscal”, disse, reforçando alinhamento com a agenda econômica defendida pelo setor privado.
Embora evite confirmar se entrará formalmente na disputa, Tarcísio tem ampliado declarações com tom nacional e integra a lista de nomes cotados para a direita na sucessão presidencial, especialmente diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro.