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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender de forma enfática o programa de privatizações do estado, especialmente a venda da Sabesp, e criticou opositores das parcerias público-privadas.
Durante evento do UBS, realizado nesta quarta-feira (26), ele afirmou que a resistência às privatizações vem de “uma turma que está na idade da pedra”, repetindo um dos trechos mais duros de sua fala.
Tarcísio disse que o estado já extinguiu, liquidou ou privatizou oito estatais dentro de um programa que considera “bem-sucedido”, ao lado de concessões e projetos modelados para atrair capital privado. Segundo ele, a venda da Sabesp representa uma “revolução no saneamento”, feita a partir de um modelo que “foi premiado nos Estados Unidos e no Reino Unido” .
O governador afirmou que os resultados do primeiro ano de operação privada já são perceptíveis. Ele citou que “a mancha de poluição do Tietê encolheu 34 quilômetros em um ano” e que “um milhão de clientes” terão ligação e tratamento de esgoto até o fim de 2024 . Ele também mencionou casos como o de Guarulhos, que tratava “2% do seu esgoto”, e deve chegar ao fim do ano tratando 45%, com previsão de alcançar 78% em 2025 e universalização em 2029 .
Ao comentar a resistência política ao projeto, Tarcísio afirmou que enfrentou “51 ações judiciais” para privatizar a Sabesp e que o governo se preparou tecnicamente para responder às contestações. “Tem uma turma que é bem atrasada, uma turma que está na idade da pedra”, disse, reforçando que o setor privado entrega resultados mais rápidos. Em outro momento, sintetizou sua posição: “O privado faz quase tudo melhor que o Estado” .

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O governador também destacou avanços regulatórios, dizendo que São Paulo tem hoje “as melhores agências reguladoras do Brasil”, blindadas contra interferência política e mais preparadas tecnicamente. Segundo ele, fortalecer a regulação é essencial para ampliar a presença da iniciativa privada.
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Revisão de benefícios e gestão fiscal
Ao defender a agenda de ajustes, Tarcísio mencionou a revisão de benefícios tributários como parte da estratégia de elevar a capacidade de investimento do estado. Ele afirmou que o governo reduziu gastos, reorganizou carreiras, digitalizou serviços e adotou medidas que elevaram a eficiência administrativa. Segundo ele, o conjunto dessas ações ampliou o espaço fiscal para investimentos entre 11% e 14% da receita corrente líquida em 2026 .
Ao final, fez uma crítica indireta a quem atribui os problemas das estatais a missões supostamente sociais. “Depois o pessoal fala que o problema do Correio é mandar carta para a Amazônia. Não, não é”, disse, ao argumentar que gestão eficiente e disciplina fiscal são mais determinantes para a qualidade do serviço público .