Tarcísio critica STF e pede que Hugo Motta paute a anistia

Tarcísio afirmou que não irá aceitar a "ditadura de um poder sobre o outro" e que "um ditador paute o que devemos fazer", em uma crítica ao STF

Estadão Conteúdo

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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fala em manifestação na Avenida Paulista no 7 de Setembro. Imagem: Reprodução YouTube
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fala em manifestação na Avenida Paulista no 7 de Setembro. Imagem: Reprodução YouTube

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a aprovação da anistia “ampla e irrestrita” neste domingo, 7, durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, e pediu para que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) paute o projeto.

Tarcísio afirmou ainda que não irá aceitar a “ditadura de um poder sobre o outro” e que “um ditador paute o que devemos fazer”, em uma crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF). “E se a gente está aqui hoje defendendo uma anistia, é porque a gente sabe que esse processo está maculado”, disse durante a manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo.

Tarcísio, que é cotado nos bastidores para substituir Bolsonaro nas eleições de 2026, ainda reiterou que o candidato à Presidência será Bolsonaro, que está inelegível. “Essa festa aqui não está completa, porque Jair Messias Bolsonaro não está aqui conosco”, disse.

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Ao discursar, o governador questionou se é possível celebrar a Independência sem liberdade e defendeu que não se pode mais ser tímido para defender a democracia, em aceno ao avanço da pauta no Congresso. “Vamos defender isso com toda a força da nossa alma”, afirmou.

A ausência do governador na última manifestação, quando passou por um procedimento médico no dia do evento, foi duramente criticada por bolsonaristas. Em um gesto ao bolsonarismo, Tarcísio assumiu o protagonismo das articulações em Brasília para fazer a proposta avançar.

O governador recebeu o apoio do deputado federal Marco Feliciano, que encerrou seu discurso, no qual pedia o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, dirigindo-se ao chefe do Executivo paulista: “Tarcísio, para cima e avante”, afirmou.

Antes do ato, o governador paulista se encontrou com Michelle Bolsonaro (PL). Os dois são cotados como possíveis sucessores de Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.

Nos bastidores, aliados defendem a candidatura de Tarcísio e veem com simpatia a formação de uma chapa com Michelle como vice, ressaltando seu apelo entre o eleitorado evangélico e o fato de ser mulher.