Supremo julga ação que pode tirar Renan Calheiros da presidência do Senado

Conforme conta Josias de Souza em seu blog, o peemedebista corre risco de perder o posto a depender do resultado do julgamento, marcado pela presidente do STF, Cármen Lúcia, para 3 de novembro

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SÃO PAULO – Em meio aos atritos entre os poderes após os ataques do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), à última operação realizada pela Polícia Federal na casa legislativa e as respostas contundentes da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, a comandante da corte marcou para 3 de novembro o julgamento de uma ação que pode abrir caminho para retirar o peemedebista do atual posto que ocupa.

Conforme conta o jornalista Josias de Souza em seu blog, o STF terá de decidir se um réu pode ocupar cargos situados na linha sucessória da presidência da República. No desenho de hoje, é Renan que assume na ausência do presidente Michel Temer e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) — primeiro na linha de sucessão, tendo em vista que o atual mandatário não tem vice.

Vale lembrar que, em sessão realizada em maio, o Supremo afastou o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do comando da Câmara, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República. Na ocasião, o ministro relator, Teori Zavascki, responsável pela Operação Lava Jato na corte, argumentou que o investigado não possuía “condições pessoais mínimas para exercer” as responsabilidades do cargo e figurara na linha sucessória presidencial.

Com base na mesma lógica, chegou a vez de o STF avaliar a situação de Renan Calheiros, em resposta a uma ação protocolada pela Rede, sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello.

A situação ocorre em um momento tenso entre o Senado e o STF, com a tentativa de Michel Temer por contornar os problemas fracassando. O presidente propôs um encontro entre os representantes dos três poderes, mas Cármen Lúcia acabou alegando que não conseguiria comparecer por conta de agenda cheia.

Marcos Mortari

Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.