STF forma maioria por eleição indireta e secreta para governo do Rio

Suprema Corte julga, em plenário virtual, decisão do Tribunal Superior Eleitoral

Caio César

Plenário do STF em sessão. Foto: Antonio Augusto/STF
Plenário do STF em sessão. Foto: Antonio Augusto/STF

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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta-feira (27), para confirmar a realização de uma eleição indireta para governador do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro (PL).

O ex-governador deixou o cargo um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou em sua inelegibilidade pelos próximos oito anos.

Até o momento, votaram a favor da eleição indireta os ministros André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux e Nunes Marques. A Corte ainda vai decidir sobre o prazo de 24 horas para desincompatibilização dos candidatos interessados em disputar a eleição.

A decisão mantém o juiz Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como governador interino até que a Justiça Eleitoral defina os próximos passos.

PSD pede eleições diretas

Enquanto o STF se mostra favorável à eleição indireta, o PSD, partido do prefeito Eduardo Paes, acionou a Corte para pedir a realização de eleição direta para o mandato-tampão.

Na ação, o partido solicita que o governador em exercício, Ricardo Couto, seja oficiado para organizar eleições diretas, sob condução do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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A sigla argumenta que a renúncia de Cláudio Castro, na véspera do julgamento no TSE, foi uma manobra para escapar da cassação e alterar o tipo de eleição a ser realizada.

O PSD defende que a saída do cargo, feita às pressas, não pode mudar a natureza do caso, que foi julgado com base em decisão da Justiça Eleitoral.