STF confirma fim do processo e Bolsonaro já pode começar a cumprir pena

Corte confirma trânsito em julgado para Bolsonaro, Ramagem e Torres e libera Moraes para iniciar cumprimento das condenações

Marina Verenicz

Jair Bolsonaro durante interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668

Foto: Fellipe Sampaio/STF
Jair Bolsonaro durante interrogatórios dos réus da Ação Penal (AP) 2668 Foto: Fellipe Sampaio/STF

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O Supremo Tribunal Federal encerrou nesta terça-feira (25) o julgamento que condenou Jair Bolsonaro e parte de seu núcleo político pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Com a confirmação de que não há mais recursos pendentes, o processo transita oficialmente em julgado e passa para a fase de execução penal, momento em que as penas começam a ser cumpridas.

A decisão alcança Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Anderson Torres, que não apresentaram o último tipo de recurso disponível dentro do prazo limite, encerrado na noite de segunda-feira (24). Com isso, o relator Alexandre de Moraes está livre para determinar, a qualquer instante, o início do cumprimento das penas.

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O que acontece agora

Com o processo encerrado, Moraes deve indicar onde cada condenado começará a cumprir sua pena. Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado; Ramagem recebeu 16 anos, 1 mês e 15 dias; e Anderson Torres, 24 anos, todos também em regime fechado.

O ex-presidente, no entanto, já está detido desde sábado (22) em outro procedimento: uma prisão preventiva decretada por Moraes após a PF apontar violação na tornozeleira eletrônica e um suposto risco de fuga associado à convocação de uma vigília organizada por Flávio Bolsonaro.

Embargos infringentes não se aplicam

As defesas ainda poderiam tentar apresentar embargos infringentes até 3 de dezembro, recurso que, na teoria, poderia reverter parte das condenações. No entanto, entendimento consolidado da Corte afasta essa possibilidade, uma vez que o recurso só é admitidos quando há dois votos pela absolvição, o que não ocorreu.

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Etapa final

Com o processo encerrado e a execução penal prestes a começar, o próximo ato cabe exclusivamente a Alexandre de Moraes, responsável por: