Política

STF concede liminar e suspende investigação sobre Queiroz e outros servidores

A suspensão do processo que apura movimentações financeiras atípicas de Queiroz e outros servidores se manterá "até que o Relator da Reclamação se pronuncie", disse o MPF

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SÃO PAULO – Atendendo a um pedido do filho do presidente, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, concedeu uma liminar em que suspende a investigação criminal contra Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador, e outros servidores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

A informação foi dada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que disse ainda que a suspensão do processo que apura movimentações financeiras atípicas de Queiroz e outros servidores se manterá “até que o Relator da Reclamação se pronuncie”.

O promotor não informou o motivo para a decisão “pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão”.

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Esclarecimentos

O nome de Fabrício Queiroz consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome do ex-assessor.

O documento integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro.

O MPRJ marcou duas vezes o depoimento de Queiroz. Ele não compareceu, justificando problemas de saúde. A mulher Márcia Oliveira de Aguiar e as filhas dele Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz também faltaram ao depoimento, alegando que o acompanhavam em tratamento em São Paulo.

Na semana passada, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente da República, afirmou – por meio das redes sociais – que se comprometia a comparecer para prestar esclarecimentos em novo dia e horário. Como parlamentar, ele tem a prerrogativa legal de combinar previamente a data e horário para depor.

(Com Agência Brasil)

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