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Onde Investir 2016

“Só uma bomba atômica contra Temer na Lava Jato pode barrar impeachment”, diz diretor da Eurasia

Em entrevista ao InfoMoney, João Augusto Castro Neves reforça ser pouco provável que impeachment seja barrado, avalia que pode ser mais interessante para o PT ser oposição até 2018 e aponta cenário de fragmentação para próximas eleições presidenciais

SÃO PAULO – Dilma Rousseff foi afastada, mas a tensão política que tomou conta do noticiário político e econômico, não. O governo interino de Michel Temer foi afetado logo no começo da gestão, com três baixas nos 35 dias iniciais do governo. Com tantas turbulências e com a sempre imponderável Operação Lava Jato – que ganha o reforço da Zelotes e da Acrônimo -, o que esperar para o segundo semestre de 2016??

Para responder esta e outras perguntas, o Onde Investir 2016 – 2º Semestre entrevistou João Augusto Castro Neves, diretor para a América Latina de uma das mais importantes consultorias políticas do mundo, a Eurasia Group. Castro Neves destaca a importância da reforma política para reduzir os incentivos à corrupção e caixa dois, reforça que as eleições municipais de 2016 sem o financiamento de campanha serão uma espécie de laboratório e também serão importantes para avaliar o tamanho do “baque” que o PT sofrerá.

Olhando para as eleições presidenciais de 2018, o cenário que se aponta é de maior fragmentação, com semelhanças a 1989, em que diversos candidatos apresentam chances eleitorais. Para o curto prazo, ele é enfático ao mostrar seu ponto de vista sobre a ameaça de que senadores deixariam de voltar a favor do impeachment de Dilma: “só uma bomba atômica contra o Temer na Lava Jato pode barrar o impeachment”, disse o cientista política ao InfoMoney.

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Confira a entrevista: 

InfoMoney – O cenário que se apresenta para os brasileiros é de possíveis candidatos completamente impactados pela Operação Lava Jato, sendo que uma das fortes candidatas à presidência, Marina Silva, também foi citada. Este cenário, que mostra todos os principais políticos totalmente contaminados, indica que não haverá uma saída política em breve para o Brasil, sem que haja alguém suspeito de corrupção? As suspeitas de corrupção sempre pairarão sobre Brasília e continuaremos sofrendo muita instabilidade no campo político?

João Augusto Castro Neves – São duas coisas. A primeira é que essas denúncias e o envolvimento de mais nomes confirmam que a Operação Lava Jato parece ser um processo mais estrutural, de uma apuração do sistema político brasileiro, de vários partidos diferentes e que não vai se encerrar por conta de um processo de impeachment ou até mesmo de uma eleição. O impeachment por si só não resolveria a Lava Jato. Por mais que o governo Temer pudesse promover algumas mudanças positivas na economia, a Lava Jato permanece. E essas revelações confirmam isso, que a Lava Jato é uma coisa que pode seguir por um tempo até forçar, exigir algumas mudanças no sistema político.

A segunda questão é que o possível envolvimento do nome da Marina Silva e também de José Serra, que também foi citado, mostra que o próximo ciclo eleitoral, seja em 2018 ou antecipado, está extremamente aberto. A gente cita o nome da Marina, não necessariamente como um prognóstico de que ela é favorita, mas como alguém com o perfil que ela tem demonstrado nas últimas eleições, é a candidata que mais proximamente personifica aquele crescente descontentamento da população, das classes médias urbanas, que vem mostrando desde os protestos de 2013, uma certa insatisfação com a classe política tradicional.  Não que ela esteja totalmente imune a esse risco por duas razões: possível envolvimento da candidatura dela com a Lava Jato e também chamar a Marina de candidata anti-establishment também é um exagero. Afinal de contas, ela é fundadora do PT, foi ministra do governo Lula, foi senadora, está aí há muito tempo.

IM – Desta forma, como fica o ambiente para 2018?

JACN – A Lava Jato torna qualquer prognóstico agora sobre o próximo ciclo eleitoral extremamente complicado. Antes de focar nos possíveis nomes, devemos olhar duas coisas: não tem um franco favorito, e tudo indica que não teremos mais a polarização dos últimos anos entre PT e PSDB, veremos um cenário parecido com o de 1989, com 5 a 7 candidatos com 10% ou 15% dos votos cada. Isso por si só torna difícil qualquer prognóstico de vencedor, pois qualquer um pode chegar ao segundo turno.

E o segundo ponto é o sentimento anti-establishment. Não é a busca por um total forasteiro, outsider. No Brasil, não há só o eleitor que tende a ser avesso ao risco como o próprio sistema político reduz a chance de um outsider ganhar, porque tem que concorrer com partido que tem mais estrutura, mais tempo de TV, dinheiro e palanques estaduais. O sentimento anti-establishment é que vai contra os partidos principais, que estão aí há muito tempo como PT, PMDB e PSDB. Ou tem que ter caras novas ou os líderes antigos têm que renovar o discurso para tentar atrair a atenção dessa nova classe média.

A Marina, até certo ponto, era a que mais se aproximava disso. Não estamos descartando, mas há outras fragilidades também da candidatura dela e do próprio partido dela.

IM – No segundo semestre, acontecerão as primeiras eleições sem financiamento empresarial e houve até ministros que alertaram até para risco de caixa 2. Como os partidos vão se financiar e qual é o tipo de candidato que se beneficia neste cenário?

JACN – Essa eleição de agora vai ser um grande laboratório. De imediato, isso até tende a ser um fator positivo para o Temer porque, com menos recursos de empresas privadas, em tese aumenta a importância do público, Daí há um incentivo para que muitos parlamentares continuem contribuindo com Temer, porque querem cargo. Ficar na órbita do governo pode ser bom dada essa escassez de recursos. 

Olhando para depois, há duas possibilidades: ou haverá pressão para reverter depois da eleição e permitir novamente a contribuição de empresas, ou haverá pressão na linha estrutural, não na direção de resolver, mas na direção de aperfeiçoar o sistema. Não é só limitar financiamento, pode-se adotar uma série de medidas que podem ir na linha da redução do custo da campanha. Uma das maneiras de reduzir o incentivo à corrupção é baratear a campanha. 

Depois das eleições municipais teremos essa discussão. Mas com a eleição tão cara quanto é atualmente e com menor contribuição de empresas, a matemática não fecha. Isso é risco grande. Por isso que as eleições municipais de 2016 serão uma espécie de laboratório.

IM – Além de ser laboratório, qual a importância das eleições de 2016 para dar uma sinalização para 2018, para montagem dos palanques e também pleito presidencial?

JACN – A influência é limitada, mas deve afetar principalmente o PT e menos os outros partidos. A eleição de agora deve confirmar um ciclo extremamente desfavorável para o PT, que deve perder em muitas prefeituras, principalmente nas grandes capitais. Então o primeiro ponto será confirmar o tamanho do baque.

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O PT deve ter um baque financeiro enorme e esse é um incentivo para muitos que estão no PT hoje, que estão até na batalha contra o impeachemnt, saiam para fundar um novo partido. Essa é uma discussão que vai acontecer paralelamente à eleição municipal. Acredito que o Lula não vai sair como candidato, um nome que apesar do desgaste pode se tornar uma nova liderança é o do Fernando Haddad, em São Paulo. Mas é óbvio que depende muito do sucesso da eleição agora. A eleição municipal historicamente não nos revela muito, mas nesse caso específico ela é mais importante para o PT do que para os outros partidos.

IM –  Podemos dizer então que o espaço que o PT está deixando ou não foi ocupado por ninguém ou está completamente fragmentado?

JACN – O que se tem é que a Lava Jato está dilapidando muitos partidos, alguns mais que os outros. No caso, o PT, PSDB, PMDB, além de alguns partidos menores. Mas estes que citei eram bem grandes relativamente falando. No próprio Congresso esse processo de fragmentação começou. Se não me engano é o Congresso mais fragmentado da história, com maior número de partidos representados no Congresso e também a divisão entre os partidos. Antigamente, tinha o PMDB, o PT e até mesmo nos bons tempos do PSDB contando com 100 deputados cada. Hoje em dia não tem nenhum chegando a 100.

Mas, olhando de uma forma geral, um processo semelhante de fragmentação ocorre. A Lava Jato está começando a dilapidar os partidos, então cria-se um vácuo. Ainda estamos no meio do processo, mas esse vácuo parece ser ocupado por partidos de forças menores, meio difusos. Não é claro se o espaço deixado pelo PT, ali na centro-esquerda, será ocupado pelo PSDB, PMDB ou outros partidos de esquerda. Se estivéssemos naquela polarização clássica, seria ocupado pelo PSDB. Mas o PSDB também está sofrendo, então tudo indica que o processo que estamos passando é de alguma fragmentação das forças políticas que vai se refletir no próximo ciclo eleitoral.

IM – O Temer é refém do novo Centrão, que estava apoiando a Dilma e agora está apoiando o presidente interino? Esses partidos menores, unidos, estão ditando os rumos do governo?

JACN – É curioso, a polarização que a gente verifica nas ruas, pró-Dilma, anti-Temer, ou pró-Temer, anti-Dilma, não reflete a realidade política do País, que é muito centralista. Se olhar 70% da coalizão do Temer, é quase igual à coalizão da Dilma, que é quase igual à coalizão do Lula, que é quase igual a do Fernando Henrique. Então, a realidade é que o sistema político brasileiro é muito mais centralista do que a retórica nas ruas faz parecer. O fato é que há uma dificuldade maior para governar porque tem mais partidos. Hoje, o partido não é mais o principal da aliança, é só mais um entre vários – e partidos que são muito mais fisiológicos. O lado bom da equação é que esses partidos não são ideologicamente cristalizados, então pode se negociar com eles, compor maioria. Não é que nem nos EUA que se tem esquerda e direita, aí fica na paralisia.

O lado bom do sistema brasileiro é que esse centrão joga para qualquer lado, negocia. Se quiser fazer maioria, faz. O lado ruim dessa equação é que é caro e pode gerar instabilidade. Não só como estamos vendo com o Temer, mas como vimos com a Dilma.

IM – De uma certa forma, a falta de traquejo político da Dilma catalisou ou evidenciou que o Centrão é a força dominante? Pela falta de liderança do Executivo, o Legislativo está se impondo?

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JACN – É difícil ter uma razão só. Uma parte do problema foi a má gestão da política e da economia por ela, essa conjunção ajudou. E ao mesmo tempo ela incentivou esse centrão lá atrás para enfraquecer o PMDB e reduzir a dependência do governo do PT do PMDB. Parece que foi demais, criou-se um cenário muito mais complexo, de muito mais lideranças. Mas não é só isso, há um processo mais profundo que independa da Dilma, dessa má gestão recente, que é o próprio sistema político brasileiro, dessa propensão de votar em vários partidos diferentes, essa proliferação de partidos que não é de agora. Embora Dilma tenha uma parcela de culpa, mas não é só dela.

IM – Você acha que após tudo isso a população terá maior consciência política na hora de votar? Ou seja, vai votar em partidos diferentes para evitar fisiologismo? 

JACN – Se for para responder de forma curta, não. Por exemplo, as pessoas falam dessa história de eleições gerais falando em resolver os problemas. Temos que lembrar que essa última eleição teve o maior índice de renovação do Congresso. Então, o problema é de cultura política mesmo, não é só institucional, pode-se fazer algumas coisas para melhorar aqui ou ali sim. Mas há um problema mais profundo, de cultura política talvez.

Não acho que a pessoa vai ter essa consciência de votar num partido X para presidência e também para o governo do estado e também no legislativo para dar maioria. Por exemplo: argumenta-se como o Michel Temer colocou o André Moura [aliado de Eduardo Cunha] como líder do governo na Câmara, que é acusado de tentativa de homicídio. É preocupante a nomeação dele por Temer? Claro que sim, só que é mais preocupante como ele foi eleito. O Eduardo Cunha é outro, foi eleito com o maior número de votos no Rio de Janeiro.

IM –  Alguns senadores mostraram-se indecisos sobre o impeachment após as gravações de Sérgio Machado. Há chance de senadores indecisos serem cruciais e decidirem por barrar o impeachment?

JACN – É muito pouco provável. O que poderia afetar o impeachment agora? Lava Jato ou protestos saírem do controle. Mas a situação não é tão binária, porque uma derrota para Temer não é necessariamente uma vitória para Dilma.

As pesquisas de opinião mostram um pouco isso. Por mais que o governo Temer seja impopular, boa parte da população acredita que o impeachment não foi golpe. Só uma bomba atômica na Lava Jato sobre o Temer. Nada que o PT ou que a Dilma possam fazer, uma estratégia que por si só seja suficiente para reverter essa tendência.

IM – O PT, com esse discurso do “impeachment de Dilma é golpe”,  conseguiu reunificar sua base. Seria mais interessante para o PT ser da oposição agora e em 2018 tentar algum nome?

JACN – Acho que sim. O PT está dividido nesta estratégia de querer que ela volte ou não. Esta tática do “impeachment é golpe” não é muito interessante do ponto de vista eleitoral para 2018 porque está apenas mobilizando aqueles que já votariam no partido. Existia uma ilusão de que o apoio da Dilma aumentou neste tempo, mas a pesquisa CNT/MDA mostrou que isso foi muito pouco. 

Então tem um cenário interessante que é: PT permanece na oposição, reza para o governo Temer dar errado, aí cria discurso em 2018, que é: “ aquele pessoal que tirou a gente do poder, falou que ia resolver e não resolveu nada”. Muita gente do PT começa a ver essa estratégia como a mais interessante do ponto de vista eleitoral. Ou seja, se livrar, se desconectar do governo Dilma.

IM – Sempre houve uma conexão muito forte do PT com o Lula. Qual o impacto do efeito Lava Jato sobre ele? 

JACN – Esses personagens muito ligados aos governos Lula e Dilma dificilmente conseguem se desconectar do que aconteceu. Lula dificilmente será capaz de fazer isso como fez no mensalão. Tem que ser um nome mais novo, como o Haddad. Mesmo com alguns vínculos, muito menos identificado com essa crise toda do PT. Acho que o Lula sabe disso, tem um instinto político muito apurado. Vão continuar fomentando as investigações em cima dele.

Vale ressaltar que há uma massa de 20%, 30% da população que vota nele, no PT, faça chuva ou faça sol. Porém, esse número, que está se reduzindo aos poucos, não é suficiente para elegê-lo. Já num cenário de fragmentação, pode até ser. Sempre achamos que Lula não seria candidato, independentemente da questão da Lava Jato. E, mesmo se fosse, não seria favorito, e seguimos com essa visão.

IM – Temer ainda parece ter que satisfazer tanto o apetite político quanto tratar do ajuste econômico. Se o impeachment passar, ele terá mais condições de fazer um governo mais próprio?

JACN – Acredito que sim, mas também será gradual. O impeachment é um dos marcos que, passado, dará a ele mais confiança. Mas também não mudará da água do vinho após o impeachment. A agenda é muito impopular, a situação econômica é muito difícil e a própria Lava Jato continua. Gradualmente, ele ganhará mais força, mais confiança, mas mesmo que isso ocorra, não vai resultar em um governo hiperforte que vá aprovar tudo no Congresso.

Essas medidas mais impopulares, antes ou depois do impeachment, seguirão muito difíceis de passar. Na prática, vai ser um governo de transição.

IM – Você acredita que se o governo for melhor do que o esperado ele pode se candidatar em 2018? Ele seria um nome forte neste cenário tão fragmentado?

JACN – Tudo é possível, não descarto. Mas com um certo cuidado porque, à medida que ele se candidata, já pode começar a criar inimigos dentro do próprio governo dele, a começar pelo próprio PSDB, que é o partido que está dando apoio mas tem interesses em 2018. Há a possibilidade do governo dele entrar no melhor cenário possível, aprovar muita coisa, a Lava Jato acabar sem condená-lo diretamente, daí tudo isso convergiria para Temer despontar como uma possibilidade para a reeleição. Mas Temer não é uma pessoa muito nova, acho que ele se dará por satisfeito se fizer um bom governo de transição, “a la” Itamar Franco. Avalio que o objetivo dele é fazer o suficiente para estancar o sangramento da economia e melhorar um pouco a situação até 2018.

IM – Falam muito do Serra, mas também há quem fale do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que teria plano de alçar voos maiores…

JACN – Sim, tem Serra e Meirelles, e também há outros de partidos menores que fazem parte da coalizão atualmente e que também podem ficar na dúvida. O Temer, óbvio que não vai descartar essa possibilidade, mas será muito lá na frente e em um cenário que ele dê muito certo. 

IM – Na sua percepção, a Lava Jato seguirá impactando os rumos da política nos próximos meses, ou ela já atingiu o seu ápice? 

JACN – Acho que é um “novo normal”. A história no todo, a corrupção, o montante do dinheiro, sem dúvida é negativo, a gente viu os aspectos negativos. Agora, se tem um aspecto positivo, e isso distingue o Brasil dos vizinhos de alguns mercados emergentes, é que há um Judiciário que, apesar de imperfeito, é autônomo e independente. Nos últimos 25 anos foram deflagrados muitos escândalos de corrupção no País, mas por baixo desses escândalos houve uma lenta evolução das instituições brasileiras. Pela primeira vez na história, desde o mensalão até aqui, tem gente importante sendo presa. Óbvio que não é perfeito mas, nesse sentido, o que tem ocorrido nos últimos anos demonstra uma mudança de patamar na política brasileira.

O ângulo mais positivo da Lava Jato é uma relação mais transparente entre público e privado, possivelmente uma abertura maior na economia. Pelo menos nos próximos anos isso muda um pouco as regras do jogo, tanto no ponto de vista da política quanto do ponto de vista de fazer negócios no Brasil.

IM –  Vai importar menos quem o empresário conhece em Brasília do que a sua eficiência?

JACN – Exato, certo que a evolução sempre tende a ser dois passos para frente e um para trás. Mas é mais ou menos isso. Novas regras do jogo, lei anti-corrupção, fiscalização, discutindo de novo a regulamentação do lobby, muito disso não passa. Mas se uma ou duas coisas passarem já mostra uma evolução, que é o que a gente vem tendo lentamente desde o impeachment do Fernando Collor, CPI do Orçamento em 1993. Vem tendo uma lenta correção de rumo. Mas, claro, para cada dez erros que são corrigidos, criam-se cinco ou seis. Então a evolução pode não parecer tão óbvia assim. Mas no geral, ainda mais comparando o Brasil com outros países, tem havia uma evolução.