Situação econômica é boa, mas percepção da sociedade não é, diz Lula

Governo enfrenta um aumento na rejeição com pesquisas eleitorais indicam piora na percepção sobre a economia e pessimismo em relação aos próximos meses

Caio César

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte. Foto: Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na quinta-feira (19), que a situação econômica brasileira é boa, mas o problema está na percepção da sociedade sobre o tema. A declaração ocorreu durante ato de pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no grande ABC em São Paulo.

“A situação econômica é boa, mas a percepção da sociedade ainda não é boa. Estou dizendo isso com a maior verdade absoluta. Nós temos que fazer mais. E para fazer mais, temos que olhar para a política”, destacou.

Apesar de bons indicadores, a percepção de piora no custo de vida tem refletido em um desgaste na imagem de Lula nas pesquisas eleitorais. Segundo a última pesquisa Quaest, divulgada em 10 de março, 46% dos brasileiros veem piora na economia e 43% também avaliam negativamente a condução de Lula.

As críticas ganham novos contornos com o aumento do preço combustível, gerados pelo aumento do valor do petróleo como consequência da guerra no Irã. O governo tem tentado, com diversas medidas, amenizar o impacto e subsidiar parte do aumento, mas governos estaduais têm resistido a encabeçar medidas e renunciar de parte do orçamento para diminuir impostos sobre combustíveis, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Também na quinta-feira, durante a caravana federativa na capital paulista, Lula também comentou sobre a recente alta no combustível e a “falsa inflação” gerada por distribuidoras, que aumentaram valores de produtos ainda não afetados pela guerra no Oriente Médio, como o etanol.

“Fizemos mais de uma proposta para subsidiar e não aumentar o preço do combustível, mas aumentaram mesmo assim. Aumentaram o preço do álcool que não tem nada a ver com a guerra. Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até no enterro da mãe”, comentou.

Segundo o presidente, há uma preocupação com o preço dos combustíveis honesta por parte da população, e o governo federal acionou órgãos de defesa do consumidor, a Polícia Federal e a Receita para evitar cobranças abusivas.

“Engraçado, aqui no Brasil que a Polícia Federal e a Receita estão investigando, fazendo conta, está todo mundo na rua pegando qualquer picaretada que aumenta o preço sem necessidade. Porque a gente não pode permitir que a irresponsabilidade da guerra no Irã cause prejuízo ao povo brasileiro”, disse durante evento.

O presidente também voltou a solicitar que governadores reduzam o ICMS sobre os combustíveis, afirmando que o governo está disposto a custear metade dos gastos para viabilizar a redução.

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