Mais mudanças

Situação de Levy fica parecida com a de Mercadante; Cardozo também é alvo de Lula

De acordo com Lula, Joaquim Levy tem "prazo de validade" e ele quer trocá-lo por Henrique Meirelles

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff anunciou a reforma ministerial, da qual saíram os vencedores o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PMDB, na última sexta-feira (2). Contudo, o petista não se deu por satisfeito, conforme informam diversos jornais. 

Fortalecido após a reforma, o ex-presidente se movimenta agora para convencer Dilma a substituir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por Henrique Meirelles, que comandou o Banco Central de 2003 a 2010. Conforme informa o jornal O Estado de S. Paulo, segundo Lula, Levy tem “prazo de validade”. Ele vence quando o governo conseguir aprovar as principais medidas do ajuste fiscal no Congresso.

Contudo, Dilma não gosta de Meirelles: os dois foram colegas no governo Lula e tiveram duros embates e o ex-presidente já havia sugerido o ex-presidente do BC antes mesmo da nomeação de Levy. Não emplacou. Agora, porém, avalia que a mudança na Fazenda não pode passar do primeiro semestre de 2016.

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E, de acordo com o jornal Valor Econômico, Levy foi preservado na reta final da reforma ministerial, mas não ignorado das discussões. A situação do ministro, informa o jornal citando interlocutores da presidente, começa a ficar parecida com a de Aloizio Mercadante na Casa Civil, um ministro que não mudou de postura apesar das reclamações que iam desde o ex-presidente Lula ao PT e PMDB – e que foi realocado para o ministério da Educação.

Além de Levy, Lula também chegou a pedir a Dilma a demissão de Cardozo na reforma do primeiro escalão, sob o argumento de que o ministro não controla a Polícia Federal e permite “vazamentos seletivos” contra o PT na Operação Lava Jato. Em nota, Lula disse ao Estadão que a notícia de que estaria pressionando pela troca de Levy e Cardozo “não procede”. 

Porém, afirma o jornal, o ex-presidente segue agindo para mudar os rumos do governo Dilma em busca de uma agenda positiva, de olho nas eleições de 2018. Neste ambiente, encaixa-se a troca de Levy e um afrouxamento do ajuste. Isso se dá com uma política de estímulo ao consumo e abertura de linhas de crédito pelo BNDES. E, para que o governo saia do vermelho, Lula defende a volta da CPMF.


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