“Sim, sou presidenciável”, diz Henrique Meirelles em entrevista à Veja

"As pessoas falam comigo, me procuram, mas ninguém me cobra uma definição", afirmou; após a publicação da entrevista, assessoria buscou minimizar a fala do ministro

Lara Rizério

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SÃO PAULO – “Sim, sou presidenciável”. Com essa fala à revista Veja, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, apontou novamente que pode ser candidato à eleição em 2018, ao ser perguntado se tinha consciência de ser um presidenciável.

“As pessoas falam comigo, me procuram, mas ninguém me cobra uma definição. No mundo político, por exemplo, dizem o seguinte: o senhor tem o meu apoio, estou torcendo para isso. Tenho por característica pessoal ser bem pé no chão. Dificilmente vou fazer alguma coisa baseado no entusiasmo”, disse ele.

De acordo com Meirelles, o cenário é favorável para que se tenha um candidato reformista. Ou seja, com um perfil parecido com o dele: “favorável para o que eu chamo de um candidato reformista no sentido de alguém que toque as reformas e a modernização da economia brasileira como está ocorrendo.”

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Quando perguntado se seria candidato, o ministro afirmou que prefere enxergar a questão com realismo. “Eu acredito que o País vai, de fato, estar bem na situação econômica, mas existem condições políticas e condições eleitorais que precisam ser analisadas.” Segundo ele, ser candidato “tem grandes custos – e grandes benefícios – para todos”. “Vou ter que deixar o ministério e deixar o trabalho ainda por um período de decolagem da economia e entrar em um processo que é outra história.”

Depois da publicação da entrevista, a assessoria de imprensa do ministro buscou minimizar a fala: “o ministro da Fazenda não afirmou que é presidenciável. Ao ser perguntando se ele tinha consciência de que era um presidenciável, o ministro disse que sim porque muitas pessoas o procuram e dizem que o apoiam ou que consideram que ele poderia concorrer.”

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.