Sibá Machado atribui renúncia à base aliada de Renan e à oposição

Eleição do novo presidente do Conselho de Ética deve acontecer ainda esta semana para que investigação não fique parada

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SÃO PAULO – Após a renúncia à presidência do Conselho de Ética do Senado, o senador Sibá Machado atribuiu sua decisão à atitude de senadores da oposição e da base aliada. O petista afirmou que sua decisão de convocar uma reunião nesta quarta-feira (27) para votar o relatório de Epitácio Cafeteira incomodou o grupo de Renan Calheiros.

O relatório sugere o arquivamento da representação contra o presidente do Senado e o grupo temia que o documento fosse derrotado na votação. Sibá também reclamou da postura dos partidos de oposição. “Junte-se a isso a incompreensão de parte da oposição com a condução dos trabalhos, além do fato de ver que o processo foi contaminado por interesses que vão além do objeto da representação”, disse.

Sibá afirmou ainda que foi muito “duro” para ele tomar a decisão de renunciar ao cargo e rechaçou que sua decisão tenha sido motivada pela pressão da base aliada. A renúncia ocorreu em meio aos trabalhos do conselho, que analisa o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros.

Novo presidente ainda nesta semana

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Integrantes do Conselho de Ética do Senado defendem a eleição de um novo presidente para o colegiado ainda esta semana. O afastamento de Sibá Machado provocou debates esta manhã no Senado. Os senadores querem que haja nova eleição, para que a investigação contra Renan não fique parada.

O líder do PDT, senador Jefferson Péres, disse que o vice-presidente do colegiado, senador Adelmir Santana, que assume como interino a presidência, deve convocar novas eleições. “O Senado está em crise, mas é fácil resolver desde que o vice pratique todos os atos e convoque sessão para nova eleição”, afirmou Peres.