Serra e Dilma falam sobre a condução do Banco Central, caso eleitos

Os pré-candidatos defenderam a autonomia da gestão do BC e divergiram quanto ao aumento da taxa de juros durante a crise

SÃO PAULO – Nesta segunda-feira (10), os pré-candidatos à presidência José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) defenderam a autonomia do Banco Central e esclareceram alguns rumores que envolvem a condução da autoridade monetária em seus possíveis mandatos.

Em entrevista à rádio CBN, o tucano José Serra deu uma polêmica declaração dizendo que o BC não é a Santa Sé, aludindo à ideia de que o banco pode sim errar e que isso faz parte de sua condição de trabalho e autonomia. Serra aproveitou para desmentir rumores de que, se fosse eleito, poderia ser presidente do BC. Quanto às políticas monetárias, afirmou que “foi simplesmente um erro” não reduzir a taxa de juros perante a queda da inflação ocorrida durante a crise financeira.

Em resposta ao pré-candidato, a petista Dilma Rousseff disse que é algo bastante complicado pensar no “se” e preferiu não se aprofundar muito na discussão das ações que o BC deveria ter tomado no cenário passado. Ela ainda acrescentou que o Banco Central fez muitos acertos durante a crise, agindo com cuidado e cautela. A pré-candidata preferiu não fazer declarações sobre possíveis nomes para presidir o BC ou os ministérios, caso seja eleita. “É como colocar a carroça na frente dos bois e o Brasil tem uma história passada que mostra que isso não dá sorte”, afirmou Dilma no seminário Brazil Infrastructure Summit.