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Declarações

Serra deseja referendo na Venezuela e rebate polêmica com o Uruguai

Para o ministro, que falou em entrevista para jornalistas em Brasília, "a Venezuela vive sob um regime autoritário"

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SÃO PAULO – O ministro das Relações Exteriores, José Serra, defendeu na tarde desta quarta-feira (17) a realização do referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro. Para ele, que falou em entrevista para jornalistas em Brasília, “a Venezuela vive sob um regime autoritário”.

Além disso, o ministro ressaltou que o país poderá contar com o Brasil para sua reconstrução após a saída de Maduro do poder. A oposição na Venezuela tenta realizar o referendo ainda este ano para conseguir tirar o presidente do cargo e realizar novas eleições. Caso o afastamento fique para 2017, o vice-presidente, o chavista Aristóbulo Istúriz, assumiria o cargo até 2019.

Além disso, Serra aproveitou o momento para esclarecer o caso envolvendo o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Nin Novoa, que ontem acusou o governo brasileiro de querer “comprar o voto uruguaio” no Mercosul para suspender a transferência da presidência rotativa do bloco à Venezuela, que seguiria a ordem alfabética previamente estabelecida. Serra disse que recebeu uma ligação do ministro, que teria afirmado que considera que ocorreu um mal-entendido.

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Segundo reportagem do jornal El País, em troca de apoio, Serra teria oferecido futuros acordos comerciais ao país vizinho. “Não gostamos muito que o chanceler Serra tenha vindo ao Uruguai nos dizer — fê-lo publicamente, por isso digo — que vinham com a pretensão de suspender a transferência e que, além disso, se suspenso, iriam nos levar às suas negociações com outros países, como querendo comprar o voto do Uruguai”, afirmou Novoa na Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10), conforme as notas taquigráficas.