Entrará para história

Sentença que condenou Lula é irrepreensível e entrará para história, diz presidente do TRF-4

Segundo afirmou o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz ao Estadão, "sentença fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil"

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SÃO PAULO – Em entrevista para o jornal “O Estado de S. Paulo”, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, disse que a sentença do juiz Sérgio Moro que condenou o ex-presidente Lula a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá é “tecnicamente irrepreensível, fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos e vai entrar para a história do Brasil”.

“É tecnicamente irrepreensível. Pode-se gostar dela, ou não. Aqueles que não gostarem e por ela se sentiram atingidos tem os recursos próprios para se insurgir”, apontou. O TRF-4 é a segunda instância de julgamento dos recursos da operação Lava Jato.  Entre os que estão na iminência de dar entrada está a apelação da defesa de Lula contra a sentença de Moro, a ser julgada pela Oitava Turma, composta por três desembargadores.

Ao ser questionado se confirmaria a sentença de Moro, ele afirmou que não poderia dizer por não ter lido os autos do processo. Mas elogiou: “O juiz Sérgio Moro fez exame minucioso e irretocável da prova dos autos. Eu comparo a importância dessa sentença para a história do Brasil à sentença que Márcio Moraes proferiu no caso Herzog, sem nenhuma comparação com o momento político. É uma sentença que vai entrar para a história do Brasil. E não quero fazer nenhuma conotação de apologia. Estou fazendo um exame objetivo”. Segundo Lenz , os casos se assemelham porque “ninguém passa indiferente” por eles.

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Ao ser questionado sobre como avalia a Operação Lava Jato, Thompson afirmou: “a Lava Jato é consequência de uma sucessão de operações ocorridas na última década. Mostrou que o Brasil chegou a um nível inaceitável de corrupção. Esse valor foi incorporado à nossa sociedade – e terá um papel educativo. Mas não cabe ao Poder Judiciário regenerar moralmente uma nação”.