Senadores pedem adiamento da reunião do Conselho de Ética após denúncia contra Sarney

Simon e Cristovam Buarque defendem renúncia de Sarney da presidência do Senado; Virgílio faz denúncia no Conselho

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SÃO PAULO – Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) declararam nesta quinta-feira (23), que irão enviar um ofício ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pedindo a antecipação da próxima reunião do colegiado, marcada para o dia 4 de agosto, para a próxima semana. Ambos os parlamentares também defenderam a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado.

A saída de Sarney seria o primeiro passo para uma reforma estrutural e profunda na Casa, segundo declararam os senadores. Sobre a divulgação de escutas telefônicas ligando familiares de Sarney a nomeações no Senado, Simon e Buarque afirmaram que foi a “gota d’água”, tornando o caso em um fator preocupante.

“Em primeiro lugar, é preciso entender que, se o Sarney renunciar, isso não vai ser um gesto de confissão, vai dar apenas isenção na escolha de alguém para conduzir o processo (de investigação sobre os atos secretos)”, destacou Simon.

Sarney no Conselho

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Nesta data, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) protocolou no Conselho de Ética uma denúncia oficial contra Sarney por quebra de decoro parlamentar. Segundo o parlamentar, seu ato foi motivado pelas suspeitas de que o presidente do Senado participara, junto com o ex-diretor Agaciel Maia, na nomeação de Henrique Dias Bernardes através de ato não publicado.

“Diante da matéria publicada (pelo jornal o Estado de S. Paulo, revelando o escândalo), não restam dúvidas da participação do presidente do Senado Federal, senador José Sarney, na publicação intencional de atos secretos, em conluio com o ex-diretor-geral, o Sr. Agaciel”, concluiu Virgílio, que requer ao Conselho de Ética a apuração da veracidade dos fatos e do nível de responsabilidade de Sarney.