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Senadores aliados de Jair Bolsonaro (PL) estiveram no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para monitorar a estrutura do local diante da possibilidade de que o ex-presidente seja enviado para a unidade. A informação é do jornal O Globo.
A ida ocorreu um dia antes de o Supremo Tribunal Federal publicar o acórdão que confirma a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, após rejeitar os recursos apresentados pela defesa.
A comitiva afirmou ter realizado uma inspeção “técnica”, mas encontrou restrições. Os parlamentares não puderam entrar nas áreas onde Bolsonaro poderia ficar custodiado.
Nas redes sociais, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos, disse que o grupo buscava informações sobre o funcionamento do atendimento médico interno. Segundo ela, a saúde do ex-presidente exigiria resposta rápida em emergências.
Durante o trajeto, os parlamentares também estiveram na ala de idosos. Relataram encontrar detentos debilitados e queixas sobre alimentação e assistência, descrevendo o ambiente como “triste”.
Defesa de prisão domiciliar
A comitiva responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes pelas limitações impostas à vistoria. Os senadores afirmam que pedidos anteriores de inspeção, relacionados a presos do 8 de Janeiro, também foram negados, e classificaram a postura do magistrado como de “má vontade”.
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Em vários momentos do vídeo publicado pelo grupo, os parlamentares defenderam publicamente Bolsonaro. Afirmaram que o ex-presidente “não cometeu crime”, alegaram perseguição política e disseram que, por ser militar da reserva, ele não deveria ser levado à Papuda. Para o grupo, a alternativa mais adequada seria o cumprimento da pena em regime domiciliar.
Os senadores informaram que concluíram as anotações e devem apresentar um relatório nesta terça-feira. O STF ainda não definiu onde Bolsonaro cumprirá a pena à qual foi condenado.
