Temer em dificuldades

Senador tucano vê dificuldades para Temer concluir mandato e aponta Cármen Lúcia como alternativa

Cássio Cunha Lima apontou que a presidente do STF, Cármen Lúcia, seria uma solução que agradaria a sociedade

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SÃO PAULO – O senador licenciado Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), da base aliada do governo e um importante aliado de Aécio Neves, traçou um cenário bastante desafiador para o presidente Michel Temer em entrevista à rádio Rede Paraibana de Notícias na última terça-feira (20). As informações são do jornal O Globo. 

Segundo Cunha Lima, Temer terá grandes dificuldades para concluir o mandato. O tucano afirmou que sempre defendeu eleições diretas para resolver a crise política. Contudo, as ações contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acabaram atropeladas pelo processo de impeachment da ex-presidente.

Cunha Lima destacou ainda que os riscos de Temer não concluir o mandato ocorrem principalmente por conta das ações no TSE. “Existem lá ações cujas acusações são bastante graves. A defesa do presidente da República vai trazer como principal argumento a separação das contas, o que fere um pouco a tradição e a jurisprudência da Justiça Eleitoral. Esperamos que o país consiga atravessar essa fase tão difícil, tão crítica”.

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Ao ser questionado sobre um nome para o caso de uma eleição indireta, Cunha Lima descartou o nome de Fernando Henrique Cardoso. “A contribuição que o presidente Fernando Henrique poderia ter dado ao Brasil já foi dada. Ele próprio tem consciência de que não é o momento para que ele volte à cena política. Até porque essa distância dele tem contribuído parcialmente para a estabilidade do Brasil.”

Ele ainda apontou que a presidente do STF, Cármen Lúcia, seria uma solução que agradaria a sociedade. “É uma mulher cuja honestidade e probidade ninguém discute, que tem experiência, tem capacidade e que poderia cumprir um período de transição. Eu acho que, quando você olha dentro dos nomes da política partidária, da chamada política tradicional, talvez você tenha alguma dificuldade (em pensar em um nome). É preciso pensar um pouco mais largo e o Brasil já deu demonstração de disposição de dar oportunidade para as pessoas que também não estão na militância política mais tradicional”, disse ele.