Eleições

Senador tucano diz que chances de Aécio diminuíram e promete “fermento” na campanha

Isso abre o caminho para uma despolarização da campanha em torno do PT, da presidente Dilma Rouseff, e Aécio Neves, do PSDB, principal partido de oposição

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SÃO PAULO – A filiação de Marina Silva ao PSB diminui as chances de vitória de Aécio Neves, admite Álvaro Dias, vice-líder do PSDB no Senado, em entrevista à Agência Estado. A decisão de Marina, atual 2ª colocada nas pesquisas de intenção de voto, endossa a pré-candidatura de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e 4º colocado nas pesquisas.

Isso abre o caminho para uma despolarização da campanha em torno do PT, da presidente Dilma Rouseff, e Aécio Neves, do PSDB, principal partido de oposição. Dias, porém, diz que quem perde com a filiação é o brasileiro. “Há prejuízo para a oposição, para a democracia, e consequentemente, para o País, porque reduz o número de candidatos, limitando as alternativas”, disse. 

A decisão de Marina aumentaria as chances de uma vitória de Dilma ainda no 1º turno – o que quase aconteceu em 2010, mas era uma chance remota. Para Dias, a candidatura de Campos não pode ser considerada de oposição, já que o PSB – até pouco tempo atrás – integrava a base governista. Aécio seria a única oposição, portanto.

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Para o senador, é necessário “jogar fermento” na candidatura de Aécio para aumentar suas chances de vitória – elevar o tom anti-petista da propaganda do ex-governador de Minas e atual senador. “Temos que colocar fermanto, sim. E esse fermento com o sabor da oposição, para inflar a candidatura do Aécio”, alertou. 

Ele destacou ainda que não acredita que o ex-governador paulista José Serra venha a ser o nome do PSDB para o governo federal, já que Aécio teria todos os instrumentos da administração partidária a seu favor. “Isso só ocorreria se Aécio quiser”, terminou o senador tucano.