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A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, 28, o envio de convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho. Os parlamentares querem esclarecimentos sobre o episódio em que os Estados Unidos negaram as credenciais de serviço do delegado uma semana após sua participação na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que está foragido. A data da audiência ainda será definida.
Nos requerimentos aprovados, o autor, senador Jorge Seif (PL-SC), disse ser “fundamental que o país tome conhecimento” das razões pelas quais Carvalho foi convidado pelo governo dos Estados Unidos a se retirar do país após trabalhar em conjunto com o U.S. Immigration and Customs Enforcement, o ICE, polícia migratória dos EUA que ganhou mais poder no governo de Donald Trump.

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O delegado teve participação na curta prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Bolsonaro, Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado a mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada. Ele teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.
O Departamento de Estado dos EUA acusa Marcelo Ivo, o oficial brasileiro, de ter tentado “manipular” o sistema de imigração, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”, conforme comunicado do governo norte-americano divulgado no dia 20 de abril.
Em nota oficial a Polícia Federal alegou que a prisão de Ramagem se tratou de uma cooperação policial internacional entre autoridades dos Brasil e Estados Unidos já que o ex-deputado é considerado foragido da Justiça brasileira.
Na última quarta-feira, 22, Andrei Rodrigues afirmou em entrevista à Globonews que Marcelo Ivo não foi expulso dos EUA, mas que teve as credenciais de acesso negadas no sistema da unidade em que trabalhava em cooperação internacional. Por isso, o diretor-geral da PF entendeu que seria “mais prudente” que o brasileiro retornasse ao País.
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Jorge Seif acredita que o episódio se trata de um “incidente internacional diplomático que envergonha o Brasil”, afirma. “O delegado de uma instituição amada, que nós respeitamos, que é a Polícia Federal do Brasil, dando declarações desastrosas e, acima de tudo, é preciso saber: ele mentiu? Inventou? Ou tem acordo e nós não sabemos? O Brasil precisa saber”, questiona o senador.