Senado aprova refinanciamento de dívida rural com possível impacto bilionário

Por ter sido alterado durante sua tramitação no Senado, o projeto voltará à Câmara dos Deputados, que dará a palavra ⁠final ‌sobre a proposta

Reuters

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) discursa no Senado no dia da votação do PL 896/2023 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) discursa no Senado no dia da votação do PL 896/2023 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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O Senado ⁠aprovou nesta quarta-feira um ⁠projeto de lei que permite a produtores ‌rurais o financiamento de dívidas, em uma chamada ‘pauta-bomba’ com possível custo de até R$800 ‌bilhões em dez anos, nas contas do governo federal.

Por ter sido alterado durante sua tramitação no Senado, o projeto voltará à Câmara dos Deputados, que dará a palavra ⁠final ‌sobre a proposta.

Parecer apresentado pelo relator ⁠da matéria, senador Renan Calheiros (MDB-AL), prevê a utilização do Fundo Social do Pré-Sal como uma das fontes de recursos para o financiamento, em um valor de até ​R$30 bilhões.

Durante a produção do relatório, o senador sugeriu ainda a utilização de ​fontes adicionais como superávit de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda e outras fontes definidas pelo Poder Executivo.

“(O refinanciamento) é o ponto número um dos produtores ‌rurais do Brasil”, disse o ​presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na terça-feira que “pautas-bomba” ⁠em discussão ​no Congresso ​podem tornar o Brasil ingovernável, e citou um custo estimado ⁠em até R$800 ​bilhões em dez anos com o projeto de renegociação de dívidas rurais.

Segundo a FPA, o ​impacto não chegaria a R$800 bilhões. Além dos R$30 bilhões do Fundo Social, ​o BNDES ⁠deve oferecer crédito de até R$140 bilhões. A essa ⁠conta, disse, também poderão ser somados recursos dos Fundos Constitucionais destinados ao refinanciamento de dívidas no Norte e no Nordeste.