Perspectivas

Semana intensa: resultados, pesquisa eleitoral e mais 4 eventos vão agitar o mercado

Entre os destaques do radar, PIB na China e reunião do Copom devem agitar os investidores na próxima semana

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SÃO PAULO – Uma semana intensa. É assim que os analistas do Banco Espírito Santo estão chamando a próxima semana, onde teremos eventos e indicadores espalhados por todos os mercados mundiais, o que deve movimentar os investidores. Entre os destaques, uma nova pesquisa eleitoral por aqui, o PIB (Produto Interno Bruto) na China e discurso da Yellen nos EUA estão no radar.

Apesar de toda a agitação prevista, a segunda-feira (14) deve ser mais tranquila, com poucos indicadores. Porém, no dia seguinte está prevista a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, desta vez realizada pelo Instituto Sensus. Apesar de não haver perguntas diretas sobre a Copa do Mundo, como mostra o questionário, a pesquisa deve indicar o sentimento dos eleitores em relação ao evento.

Na quarta-feira será a vez do Datafolha apresentar nova pesquisa. Desta vez, o questionário inclui questões sobre o efeito da Copa do Mundo nos principais candidatos, além de perguntas sobre o desempenho do técnico Felipão e de quem é a culpa pela goleada sofrida pela seleção.

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O último Datafolha apontou uma alta nas intenções de voto de Dilma em meio à boa organização da Copa. Contudo, o vexame protagonizado pelo Brasil na última terça-feira (8), quando sofreu uma derrota histórica por 7 a 1 contra a Alemanha nas semifinais, pode ter causado um impacto negativo em relação à avaliação da presidente. 

“Alguns cientistas políticos acreditam que não afetará a popularidade da presidente, outros acreditam que afetará negativamente. Nossa visão desde o início era de que Brasil ganhando efeito era nulo, perdendo poderia atrapalhar o sentimento do eleitor, ainda mais da forma que ocorreu”, ressalta a XP Investimentos.

PIB na China
Ainda na terça-feira, mas à noite, será a vez da China ficar no foco dos investidores. Neste dia será divulgado o PIB de junho do país e os efeitos do resultado de seu crescimento econômico deve ser sentido pelos mercado em todo o mundo na quarta-feira, seja positivo ou negativo. No Brasil, o gigante asiático fica em foco por ser importante para empresas com grande peso no Ibovespa, como a Vale (VALE3; VALE5) e as siderúrgicas.

Para a equipe do Banco Espírito Santo, o PIB deve seguir o ritmo do recorde do PMI da indústria divulgado no início do mês. Para eles, a perspectiva ainda é de leve avanço no crescimento econômico do país, que deve subir de 1,4% apresentado no primeiro trimestre para 1,8% entre abril e junho. Além disso, eles esperam uma forte atividade do país para o segundo semestre.

Livro Bege e discurso de Yellen
Já na quarta-feira os investidores ficam de olho nos EUA, onde será apresentado o Livro Bege. No documento, o Federal Reserve compila sua visão e suas projeções sobre a economia norte-americana, o que pode servir de guia para os investidores tentarem antecipar os próximos movimentos da autoridade monetária em relação à retirada de estímulos e alta dos juros no país.

Vale destacar também que na terça e na quarta a presidente do Fed, Janet Yellen, irá discursar no Congresso ao entregar seu relatório de política monetária. Diante disso, novas sinalizações sobre os próximos passos do Fed sobre a economia podem levar investidores a realizarem movimentos tentando antecipar qualquer novidade.

Reunião do Copom
Ainda na quarta-feira termina a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que no último encontro decidiu por manter a Selic em 11% ao ano. Mesmo com o recente resultado do IPCA, que estourou o teto da meta no acumulado de 12 meses, a sinalização do Banco Central indica manutenção dos juros, já que as autoridade afirmaram que os efeitos do alto patamar atual ainda não está sendo sentido.

Para a equipe de análise do Itaú Unibanco, a expectativa é que o crescimento mais fraco do País deve levar a autoridade monetária brasileira a manter os juros ainda em 11% pelo menos até 2015, mesmo com a inflação no limite. “Essa trajetória é consistente com a sinalização do último Relatório de Inflação” destacaram os analistas.

Prévia do PIB
No dia 17 será a vez da divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que serve como uma prévia para o PIB nacional. Para a equipe da Rosenberg Associados, o indicador deve ficar próximo da estabilidade, seguindo o péssimo resultado da indústria e com a pequena recuperação do comércio.

Começa a temporada de resultados
A próxima semana também marca o início da temporada de resultados corporativos, com a Localiza (RENT3) iniciando o período na terça-feira. No total, até o momento já estão programados 10 balanços entre 22 e 25 de julho, com destaque para Lojas Renner (LREN3), Pão de Açúcar (PCAR4), Usiminas (USIM5) e Hering (HGTX3).