Política

Sem medo de rumores, Dilma diz: “ninguém vai me separar do Lula”

Ecos de um possível retorno de Lula ao front eleitoral coincidem com um momento delicado para Dilma em seu pleito pelo segundo mandato

SÃO PAULO – Os boatos de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia substituir Dilma Rousseff como candidato do Partido dos Trabalhadores para a corrida eleitoral deste ano parece não preocupar a atual presidente da República. Nesta terça-feira (29), Dilma minimizou um possível coro de “volta Lula”, que ganhou força com o rumor levantado pela jornalista Joyce Pascowitch na véspera, afirmando ter plena confiança em seu mentor político.

“Ninguém vai me separar do Lula nem ele vai se separar de mim. Sei da lealdade dele a mim e ele da minha lealdade a ele. Conheço o Lula desde 2000 e tenho uma convivência direta com ele desde 27 de abril de 2005”, afirmou a presidente em conversa com jornalistas, segundo informações divulgados pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo.

Os ecos de um possível retorno de Lula ao front eleitoral coincidem com um momento delicado para Dilma em seu pleito pelo segundo mandato, tendo em vista os sucessivos sinais de queda de popularidade e perdas de importante pontuação sobre as intenções de voto do eleitorado sobre a atual líder. Vale lembrar que, nesta terça, a pesquisa CNT apontou que a avaliação positiva do governo caiu de 36,4% em fevereiro para 32,9%, enquanto a avaliação negativa subiu de 24,8% para 30,6%. A aprovação pessoal de Dilma caiu de 55% para 47,9%, enquanto a desaprovação da presidente foi de 41% para 46,1%, mostra a pesquisa.

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A mesma triagem mostrou também apresentou queda nas intenções de voto para a presidência. Sobre as intenções de voto no primeiro turno, na pesquisa estimulada, a preferência por Dilma caiu de 43,7%, em fevereiro, para 37% em abril, uma queda de 6,7 pontos percentuais. A nova derrocada da atual presidente inflou uma nova onda de otimismo na bolsa, em um provável novo rali eleitoral.

No encontro de hoje, Dilma afirmou ainda que o sucesso ou fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo não deve ter impacto nas urnas e que as pesquisas, apesar de importantes, não determinam os rumos das eleições. “Na hora de votar as pessoas vão levar em consideração se sou importante ou não para o futuro delas”, concluiu.