Lava Jato

Sem curso superior, Eike está disposto a se entregar desde que não vá para prisão comum

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, em uma prisão comum, o empresário acredita que sua vida corra risco

SÃO PAULO – A novela sobre a volta de Eike Batista, que teve a prisão decretada no âmbito da Operação Lava Jato, continua. De acordo com a Folha de S. Paulo,, o empresário, que está fora do Brasil, estaria disposto à se entregar à Polícia Federal desde que não tenha que ir para uma prisão comum.

Como ele não completou o curso superior, ele não iria para a cela especial, não tendo direito a ficar num presídio mais seguro, como o que se encontra o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), em Bangu, na zona norte do Rio. Numa prisão comum, informa o jornal, ele acha que sua vida correria risco.

Eike viajou na última terça-feira (24) para os Estados Unidos, onde se encontra em local ignorado, usando um passaporte alemão. Ele tem dupla nacionalidade. Os seus advogados negam que ele soubesse do decreto de prisão e tenha ido para os EUA para escapar da ordem do juiz federal Marcelo Bretas. A defesa do empresário quer evitar que seja consolidada a imagem dele como um fugitivo porque essa condição dificultaria a situação do empresário diante da Justiça, diz o jornal.

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Em entrevista ao jornal Wall Street Journal, o advogado de Eike Batista afirmou que o empresário ainda está em Nova York em um local não revelado e não irá para a Alemanha. Martins disse que ele e Batista não haviam discutido as alegações contra o empresário e falaram apenas sobre o eventual retorno ao País. Com mandado de prisão contra ele, Eike foi incluído na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional.