Só especulação?

Sem controle: ministro da Argentina compara dólar paralelo com “mercado de cocaína”

O dólar paralelo, chamado na argentina de "blue", é fruto da atuação de "um punhado de especuladores", segundo ele

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SÃO PAULO – Segundo o jornal La Nación, Jorge Capitanich, ministro chefe do gabinete de Cristina Kirchner, afirmou que o governo da Argentina não tem como atuar na cotação do dólar paralelo, por que isso seria o mesmo que “intervir no mercado de entorpecentes, de tentar criar um mecanismo para definir o valor do grama da cocaína, é exatamente o mesmo”.

O dólar paralelo, chamado na argentina de “blue”, é fruto da atuação de “um punhado de especuladores”, segundo ele, também fazendo críticas aos meios de informação que divulgam a cotação do câmbio informal, exigindo que os jornais parem de publicar as informações deste mercado.

O dólar no mercado paralelo chegou a valer 13,22 pesos, enquanto o oficial está em 8,29 pesos. Capitanich disse que não tem como baixar esta cotação do “blue” e que ele é uma “manipulação de um punhado de especuladores”. “O que pode fazer o governo diante de um mercado marginal?”, destacou.