Secretário do Rio promete entregar documentos exigidos por Moraes sobre operação

Victor Santos afirmou que governo fluminense atenderá integralmente à decisão do STF e enviará laudos, relatórios e imagens das câmeras corporais

Marina Verenicz

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2024 - O secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, se reuni com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), pós episódios de violência na capital fluminense. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2024 - O secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, se reuni com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor dos Santos, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), pós episódios de violência na capital fluminense. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou nesta segunda-feira (10) que o governo estadual cumprirá integralmente as determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a operação Contenção, que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Santos disse que todos os documentos solicitados, incluindo laudos, relatórios e imagens de câmeras corporais, serão entregues dentro do prazo fixado pelo Supremo.

“Todos eles [os documentos]. Isso foi conversado durante a reunião com o ministro. Alguns não foram entregues naquele momento porque os laudos ainda estavam sendo confeccionados”, declarou o secretário.

Na mesma data, Moraes determinou que o governo de Cláudio Castro (PL) envie ao STF, em até 48 horas, todos os laudos de autópsia, relatórios de inteligência e registros audiovisuais relacionados à operação, deflagrada em 28 de outubro. A decisão faz parte da ADPF das Favelas, que trata da letalidade policial no Estado.

Operação sob questionamento

A operação Contenção, que mirou o Comando Vermelho (CV), foi uma das mais letais da história do Rio de Janeiro. Segundo dados oficiais, 121 pessoas morreram, entre elas quatro policiais.

A ação, que contou com cerca de 2,500 agentes, buscava cumprir mandados judiciais contra suspeitos ligados à facção. No entanto, imagens de moradores transportando corpos pela comunidade da Penha geraram repercussão internacional e levaram o Supremo a cobrar esclarecimentos do governo fluminense.

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Em decisão paralela, Moraes também determinou que o Estado preserve todas as provas e informe com precisão o número de mandados expedidos e cumpridos durante a operação.