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SEC taxa Goldman Sachs em US$ 12 mi por ilegalidade em campanha política

Autoridade diz que o banco realizou operações não contabilizadas, relacionadas à uma campanha para governo de Massachusetts

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SÃO PAULO – A SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM norte-americana) multou o Goldman Sachs e seu ex-vice presidente em US$ 12 milhões por envolvimento em ilegalidades em campanha política no país. Segundo o órgão regulador, o banco participou de operações não relatadas nas contribuições da campanha do atual secretário do Tesouro de Massachusetts, Timothy P. Cahill, quando ele concorria à vaga de governador, no período de novembro de 2008 a outubro de 2010. No período, a instituição participou de 30 operações ilegais e o banco ganhou cerca de US$ 7,5 milhões.

Segundo a ordem da SEC contra o Goldman Sachs, Neil M.M. Morrison realizou negócios não oficiais no escritório do Tesouro em Massachusetts, no início do mandato de seu secretário, em julho de 2008. Morrison teve forte atuação na promoção de Cahill  ao governo e conduziu várias vezes atividades relacionadas à campanha de dentro do escritório do Goldman Sachs, usando e-mails e telefones do banco.

“As regras são claras: profissionais de finanças municipais que usam os recursos de suas firmas para campanha de cadidatos políticos se compromete e comprometem também as empresas em que trabalham”, disse Robert Khuzami, executivo da SEC.

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De acordo com o Goldman Sachs, Morrison foi demitido em dezembro de 2010.

O esquema, classificado como Pay-to-play, envolve contribuições de campanha e outros pagamentos para influenciar contratos lucrativos em negócios não oficiais. Essa é a primeira ação da SEC por violações do tipo em caixa de campanha.