Custo de Vida

Se promessas de candidatos forem cumpridas, ficará barato viver em SP

Aspirantes ao cargo de prefeito apresentaram diversas promessas que reduziriam custos, principalmente de habitação e transportes para a população

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SÃO PAULO – Os candidatos à Prefeitura da capital paulista têm feito promessas bastante ousadas, principalmente em relação às taxas do transporte público e aos valores de impostos da cidade de São Paulo.

Se todas as promessas feitas durante a campanha fossem realmente implementadas a partir do próximo ano, o custo de vida em São Paulo despencaria em áreas como habitação e transportes.

Veja algumas das promessas que podem dar um grande alívio ao bolso do paulistano: 

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Celso Russomanno (PRB). O candidato promete devolver toda a taxa de inspeção veicular aos motoristas. Hoje o custo anual é de R$ 44,36. Russomanno também promete novo sistema de transporte por táxi, com subsídio ao combustível para baixar tarifas.

Fernando Haddad (PT). Promete a instalação de um bilhete único mensal sem limite de viagens por R$ 140 (R$ 70 para estudantes). Haddad também pretende reduzir o valor do ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza), além de zerar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em algumas regiões da cidade para atrair empregos nos bairros. Hoje o IPTU chega a até 0,6% do valor do imóvel ao ano.

José Serra (PSDB). Quer pôr fim ao ISS para taxistas e impor juro zero na troca de carro para a categoria. Quanto aos salões de beleza, o candidato pretende baixar o imposto e o crédito para a abertura e reforma de estabelecimentos no setor. As medidas favoreceriam o consumidor indiretamente com a queda nos preços.

Gabriel Chalita (PMDB). Promete dar passagens de ônibus gratuitas para estudantes.

Soninha Francine (PPS). Quer expandir o Bilhete Único para a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que atualmente só funciona na linha ABC – Sapopemba. Na área da Educação, promete a concessão de bolsas em escolinhas particulares para mães que não conseguirem vaga em creche para seu filho.

Paulinho da Força Sindical (PDT). O candidato quer reduzir o ISS de 5% para 2% em regiões da periferia.

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Carlos Gianazzi (PSOL). Tem como pretensão implantar o Bilhete Único por 24 horas e, no longo prazo, tarifa zero para o transporte. Atualmente o Bilhete Único tem duração de 3 horas.

Levy Fidélix (PRTB). Pretende reduzir a passagem de ônibus de R$ 3 para R$ 2 e estender a duração do Bilhete Único para 6 horas.

Apesar de os candidatos raramente explicarem como cobririam as perdas de receita com todas essas medidas, algumas delas seriam muito benéficas para a população. Para o professor de Economia Paulo Romaro, da PUC-SP, é extremamente importante reduzir tarifas como as do transporte público paulistano. “Transporte no Brasil é muito caro e corrói grande parte do salário das famílias de renda mais baixa”.

Romaro explica que as classes D e E foram expulsas dos grandes centros e que é fundamental a redução de preços de traslados para que essas famílias possam circular pelos bairros centrais.

Embora seja essencial a diminuição de tarifas e a concessão de bônus de transportes, o professor alerta que é necessário cuidado por parte dos governos. “Quando as tarifas sofrem redução, surgem rombos nas contas e então os poderes públicos precisam se reorganizar e tirar dinheiro de outros setores. Se um recua, o outro precisa cobrir”, explica Romaro. “O Estado terá capacidade de reduzir esses preços de uma maneira sustentável? Esta é a grande pergunta”, diz.