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“Se não der certo a intervenção no Rio, não deu certo o governo”, diz Temer

"É uma jogada de mestre [a intervenção no Rio], mas não é eleitoral. Eu sou candidato a fazer um bom governo", afirmou o presidente

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SÃO PAULO – O presidente Michel Temer voltou a negar nesta sexta-feira (23) que irá disputar as eleições deste ano. Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena na Rádio Bandeirantes, o peemedebista deixou claro que não será candidato à reeleição. A possibilidade voltou a ganhar força após a intervenção no Rio de Janeiro, que se for bem-sucedida poderá aumentar as chances de Temer em uma eventual disputa.

“É uma jogada de mestre [a intervenção no Rio], mas não é eleitoral. Eu sou candidato a fazer um bom governo. Eu tenho dito reiteradamente que em política as circunstâncias é que ditam a conduta. Minhas circunstâncias ditam minha conduta […] Eu não vou ser candidato”, disse Temer.

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Sobre a atuação do exército no Rio, o presidente afirmou que chegou a ser cogitada uma intervenção total no estado, que levaria ao afastamento do governador Luiz Fernando Pezão. “Cogitou-se num primeiro momento [intervenção total], mas logo afastei a ideia. Seria uma coisa muito radical e logo refutei. Ficamos com a conclusão que deveríamos intervir na área de segurança pública”, disse.

Segundo ele, a intervenção é ” um jogo de alto risco, mas um jogo necessário”. “E não vou ficar apenas na intervenção. Vou anunciar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública” disse. “Se não der certo a intervenção, não deu certo o governo”, completou o presidente.

Na sequência, Temer afirmou que vai anunciar o nome do ministro da nova pasta da Segurança Pública na próxima segunda-feira (26) e que existem 10 nomes cogitados. “Vou anunciar segunda-feira. Ainda não se sabe [quem vai ser]. Há uns 10 nomes cogitados. Não tenho de memória os 10”, disse.

O presidente explicou que o ministério vai coordenar políticas de segurança em todo o país, atividade que, segundo ele, não é feita atualmente. “Esse ministério vai coordenar, fazer reuniões permanentes com governadores, secretários de segurança. Hoje os órgãos de inteligência não se comunicam entre si”, afirmou.

Além disso, ele desmentiu que haverá um novo imposto para segurança. “Não haverá imposto nenhum para a segurança. Não há essa intenção do governo. Isso já foi declarado pelos meus ministros, e agora declaro publicamente”, completou Temer.

Previdência
Temer também comentou sobre a reforma da Previdência, ressaltando que o governo ainda não desistiu. Segundo ele, a reforma saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país. Ele ainda afirmou que há a possibilidade de determinar o fim da intervenção antes de 31 de dezembro, o que pode viabilizar a votação da Previdência ainda este ano.

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“Vamos dizer que chega setembro ou outubro e cessa a intervenção. Você tem espaço para votar emenda. Aí sim entra a emenda da Previdência. A emenda da Previdência não saiu da pauta, ela saiu da pauta legislativa, mas não da pauta política do país. Não haverá candidato que não será questionado sobre a posição com relação à Previdência”, disse o presidente.