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“Se nada fosse feito, a dívida/PIB superaria 80% em dois anos”, diz Meirelles

Para o ministro da Fazenda, o processo começa com redução das despesas, e o aumento da arrecadação deve vir como consequência

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SÃO PAULO – A crise pela qual o Brasil passa começou com uma série de medidas que deixou em dúvida a solvência do Estado, fazendo o nível de confiança e de investimento baixarem. Essa é a leitura que faz o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em discurso feito no Fórum Veja, realizado na manhã desta segunda-feira (23) em São Paulo, o economista voltou a manifestar compromisso com ações rápidas, seguras e assertivas.

“Os impactos fiscais vêm de medidas como o controle de preços e tarifas, a criação de privilégios etc. Divulgamos um número para mostrar claramente à sociedade brasileira onde estamos. Se nada fosse feito, a [relação] dívida/PIB superaria 80% em dois anos”, afirmou o economista. Na semana passada, o governo divulgou uma nova meta fiscal para o ano, em R$ 170,5 bilhões.

Na avaliação do ministro que sucedeu Nelson Barbosa no comando da política econômica do país, os aumentos de impostos distorceram a alocação de capital e reduzem a propensão à poupança. Segundo ele, as esperadas novas medidas serão anunciadas amanhã. “A ideia é um plano de voo com medidas de resultados permanentes. Esperamos, com essas medidas, retomar a confiança, o investimento e a arrecadação”, argumentou,

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Para Meirelles, o processo começa com redução das despesas, e o aumento da arrecadação deve vir como consequência. “As ações serão o único meio para devolver os 11 milhões de brasileiros ao mercado de trabalho e garantir que haverá solvência do Estado e da Previdência. E de garantir o pagamento em dia das obrigações do governo”, disse.