A advogado

“Se Janot fosse formal, teria tomado no c*”, diz Lula em telefonema interceptado

Para evitar que Lula fosse alvo de condução coercitiva ou prisão, o ex-presidente ligou para advogado Sigmaringa Seixas e sugeriu uma conversa, informal, com o procurador-geral da República Rodrigo Janot

Ex-procurador-Geral da República, Rodrigo Janot (Crédito: Agência Brasil)

SÃO PAULO – O juiz Sérgio Moro retirou no início da noite desta quarta-feira (16) o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou ainda mais tensão ao já enfraquecido governo da presidente Dilma Rousseff, no dia em que Lula virou ministro-chefe da Casa Civil. 

E uma das interceptações das conversas de Lula mostra que Sigmaringa Seixas, que afirmava não ser advogado do ex-presidente, definia com o petista estratégia de defesa e formulação de peças.

Para evitar que Lula fosse alvo de condução coercitiva ou prisão, o ex-presidente ligou para Sigmaringa e sugeriu uma conversa, informal, com o procurador-geral da República Rodrigo Janot. O advogado respondeu dizendo que isso não adiantaria, sendo melhor uma petição formal a ele. 

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O ex-presidente afirmou que “esse cara se fosse formal não seria procurador-geral da República, teria tomado no cu, teria ficado em terceiro lugar (…) Quando eles precisam não tem formalidade, quando a gente precisa é cheio de formalidade”. 

Ele diz ainda que “ele recusou quatro do Aécio [Neves] é aceitou a primeira de bandido do Acre contra mim”. Por fim, ele diz que essa é a gratidão dele por ser procurador-geral.

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