Polêmica

“Se eu fosse antidemocrático estaria limpando armas”, diz Mourão, vice de Bolsonaro

"Seria muito bom que pudéssemos trocá-la [a Constituição]. Mas, todo mundo sabe muito bem que o presidente da República, por si só, não tem esse poder"

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SÃO PAULO – Nesta semana, o candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), se envolveu em uma polêmica ao defender que o Brasil tenha uma nova Constituição que não seja feita por políticos eleitos, o que levou a muitas críticas contra a sua postura, colocada como “antidemocrática” por alguns.

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“Não sei por que eu sou antidemocrático. Mas, tudo bem, deixa pra lá. É um carimbo que querem colocar em mim, que eu rejeito […] Se eu fosse antidemocrático, não estaria participando de uma eleição. Estaria limpando as armas e aguardando o momento”, disse Mourão ao jornal O Estado de S. Paulo.

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Segundo ele, existe um consenso dos pensadores brasileiros que a Carta Magna de 1988 tem falhas. “Seria muito bom que pudéssemos trocá-la. Mas, todo mundo sabe muito bem que o presidente da República, por si só, não tem esse poder”, disse.

“O pessoal não gosta, acha um absurdo, mas eu tenho direito de externar a minha opinião”, completou o candidato dizendo ainda que Marina Silva tem o direito de criticar sua proposta. Na sexta-feira, a candidata da Rede afirmou que a ideia de se fazer uma Constituição sem pessoas eleitas é “uma forma de golpe”.

Ao jornal, Mourão também rebateu os comentários de dentro da própria campanha de Bolsonaro de que ele estaria tentando substituir o deputado. “O pessoal dispara tiro pra tudo que é lado. Eu estou fazendo minha parte. Como eu vou tomar o lugar dele? O candidato é ele”, afirmou o general.