Sobre Funador

“Se ele fosse preso, poderia ‘detonar’ Temer”, disse delator sobre novo “homem-bomba” do governo

“Já ouviu da boca do próprio Lúcio que se ele fosse preso poderia ‘detonar’ Michel Temer e outros políticos“, segundo consta no depoimento do diretor jurídico da J&F

SÃO PAULO – Em depoimento à Polícia Federal, o diretor jurídico da J&F Francisco de Assis e Silva disse que ouviu do operador de propinas do PMDB Lucio Bolonha Funaro que “se ele fosse preso poderia ‘detonar’ Michel Temer e outros políticos”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

“Já ouviu da boca do próprio Lúcio que se ele fosse preso poderia ‘detonar’ Michel Temer e outros políticos”, segundo consta no depoimento de Silva, que foi ouvido pela PF no dia 13, em Brasília.

Nesse ponto do depoimento, Silva relatava como foram as duas entregas de propinas para um emissário do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando esse já se encontrava preso pela Lava Jato. Segundo o jornal, não está claro se ele fala de Cunha ou de Funaro. “Foram realizados dois pagamentos, após a prisão de Eduardo Cunha, nos valores de R$ 2,8 milhões e R$ 2,2 milhões, respectivamente, por Florisvaldo a mando de Joesley para Altair, na cidade de São Paulo.” 

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Silva afirmou ainda que “tomou conhecimento em momento posterior, a partir da preparação dos anexos da colaboração de Joesley, que a combinação de uma eventual colaboração de Eduardo Cunha e Lucio Bolonha Funaro poderia implicar o chamado grupo ‘PMDB da Câmara’”, integrado pelo próprio Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Moreira Franco, Eliseu Padilha. Geddel Vieira Lima e o presidente Michel Temer.

De acordo com Silva, Geddel Viera Lima era pessoa que fazia a interface entre Joesley e o Palácio (do Planalto): “segundo Joesley falar com Geddel era o mesmo que falar com Michel Temer.”

Vale ressaltar que, em depoimento à PF, Funaro afirmou que Temer  orientou diretamente a distribuição de R$ 20 milhões em propinas para sua campanha à reeleição como vice-presidente da República, em 2014, e para a do ex-deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012.