Política

Se aprovarmos a PEC 241, não precisaremos aumentar impostos, diz Temer

"Se há 5 anos tivéssemos proposto o teto para os gastos públicos revisado para a inflação, não teríamos déficit primário hoje", disse o presidente da República durante evento em São Paulo

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SÃO PAULO – O compromisso com ajuste fiscal, o combate às mazelas da irresponsabilidade com as contas públicas e a conciliação entre Orçamento e responsabilidade social são as prioridades do atual governo liderado por Michel Temer para retirar o Brasil da crise que vive. Esses são os eixos do discurso proferido pelo presidente na manhã desta sexta-feira (30) durante a abertura do 8º Fórum Exame.

“A irresponsabilidade fiscal é o veneno que corrói os direitos sociais”, afirmou o presidente, defendendo a importância de medidas como a PEC 241, que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos e é lida como prioridade na recuperação da saúde fiscal do país.

“Se há 5 anos tivéssemos proposto o teto para os gastos públicos revisado para a inflação, não teríamos déficit primário hoje”, disse Temer, lembrando que o déficit esperado para o governo brasileiro em 2016 é de R$ 170 bilhões.

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Por outro lado, Temer chamou atenção para a importância da participação do Estado na promoção de políticas públicas voltadas à área social. “Não queremos Estado mínimo, pois nossas demandas são urgentes e nosso Estado é muito pesado”, afirmou. O que precisamos é de um equilíbrio entre responsabilidade fiscal de um lado e responsabilidade social do outro. O fato é que o segundo pressupõe o primeiro. Quem gasta demais compromete o resultado fiscal”.

Confira as principais falas do presidente durante o evento:

– Estado eficiente é responsabilidade social e fiscal. Queremos um Estado eficiente

– Precisamos agir rapidamente, pois o Brasil tem pressa em suas reformas

– Se nós aprovarmos a PEC 241, não precisaremos pensar em aumento da carga tributária. Por isso mesmo que não se falou mais de aumento de impostos

– Se a PEC 241 não for aprovada, será a falência do Estado

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– A PEC 241 trata de nos imunizarmos contra o populismo fiscal

– Não podemos mais adiar a reforma da Previdência

– Sem o controle dos gastos, não seriam insustentáveis as políticas de saúde, moradia e educação. O controle é essencial para proteger os grupos mais frágeis da nossa sociedade

– Nós tomamos medidas internas para controlar os gastos públicos. Adotamos a meritocracia para eliminar alguns cargos públicos. Vamos eliminar mais cargos públicos

– Os números evidenciam a gravidade da crise e como chegamos a ela. A crise que enfrentamos é a mais grave da nossa história

– Não estou preocupado com impopularidade, mas com o Brasil

– Não queremos ricos contra pobres, queremos que Brasil cresça