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Se Aécio tivesse sido eleito, não faria muito diferente de Dilma, diz economista

Roberto Teixeira da Costa se mostrou contra um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para ele, o país "ficaria parado por, pelo menos, 6 meses"

SÃO PAULO – Em apresentação feita durante o 17° encontro nacional de RI e mercado de capitais, o economista Roberto Teixeira da Costa falou sobre o atual cenário econômico brasileiro e como isso tem prejudicado o mercado nacional de capitais. Segundo ele, uma autoridade que acredita que elevar juros é ajudar a economia a caminhar para meta é um grande desconhecimento de economia real. “Os juros como estão é uma concorrência desleal para o mercado”, disse.

Para Roberto, o Brasil precisa se abrir mais para o mercado exterior. Sobre o atual cenário na bolsa e a queda de investidores, ele acredita que o que falta é confiança do investidor. “É preciso acreditar que irá melhorar, mas se as ações estão baratas, elas podem ficar mais baratas ainda”, brincou ele. “Hoje no mercado temos um retrocesso. É preciso mudar a escala do mercado e investir em educação financeira”, disse durante a apresentação.

Sobre a política, o economista se mostrou contra um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, isso só iria piorar a situação: “o País ficaria parado pelo menos 6 meses”. Roberto ainda acredita que outro resultado nas eleições não teriam feito tanta diferença: “se Aécio tivesse sido eleito não estaria fazendo muito diferente. Apenas o fator credibilidade que ajudaria ele”.Ele ainda comentou o cenário externo, destacando que nos EUA o que tem impulsionado as bolsas é a demora pela elevação dos juros: “enquanto não tivermos certeza de quando vão subir os juros, as bolsas irão subir”.

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Por outro lado, o economista mostrou grande preocupação com as recentes medidas para controle do mercado na China. “Países que tentam corrigir movimentos da bolsa com medidas artificiais não têm um final feliz”, concluiu.