Saúde: saiba um pouco mais sobre como a Prefeitura pode atuar para melhorar o setor

Políticas públicas no setor não se limitam à construção de postos de saúde: medicina de prevenção deve ser desenvolvida

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SÃO PAULO – Um dos temas mais importantes quando o assunto é bem-estar social diz respeito, sem dúvida, a questões envolvendo a área da saúde. Afinal de contas, de nada adianta um orçamento municipal equilibrado, um número suficiente de escolas, com ensino de qualidade, se a taxa de mortalidade da população permanece elevada.

Dessa maneira, um aspecto que você, eleitor, deve levar bastante em conta para decidir em quem confiar o seu voto nas eleições deste ano refere-se às propostas dos candidatos para a área de saúde. Uma dica inicial: desconfie de quem resume suas propostas à construção de postos de saúde.

Afinal de contas, de nada adianta seu prefeito construir postos de saúde sem que haja uma infra-estrutura capaz de satisfazer às necessidades da população. Em outras palavras, resolver o problema da saúde de uma região não se restringe à disponibilização de um espaço físico: é necessário que existam aparelhos e instrumentos adequados, remédios gratuitos, médicos competentes etc.

Medicina assistencial versus medicina de prevenção

Mas antes de continuarmos com esta discussão, cabe fazermos uma distinção muito importante quando o assunto é a realização de políticas públicas para a promoção da saúde: a diferença entre medicina assistencial e medicina de prevenção. Neste sentido, quando falamos em medicina assistencial, estamos falando no conjunto de ações feitas no sentido de tratar e curar determinadas doenças.

A construção de um posto de saúde, por exemplo, é uma típica ação assistencial, assim como o fornecimento de aparelhos adequados e médicos especializados. Este conjunto de ações é, realmente, muito importante para a promoção da saúde não só em um município, mas em toda uma região. Contudo, quando estas medidas esgotam-se por si só, a condução das políticas na área de saúde pode ser qualificada como ineficiente.

É preciso que haja, além do tratamento de determinadas doenças presentes na população, uma prevenção das mesmas. Ou seja, é preciso cuidar da doença antes mesmo que ela aconteça. Quando consideramos este conjunto de medidas, estamos falando no campo da chamada medicina de prevenção.

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O investimento em medidas de prevenção é uma boa escolha também para os cofres públicos, uma vez que, em geral, os custos deste tipo de ação é bem menor que o custo de medidas assistenciais. Além do que, quanto mais amplas forem as medidas preventivas, menores se tornam as necessidades de promoção de ações assitenciais, o que acaba reduzindo o custo das políticas de saúde como um todo.

O que pode ser feito em termos de ações preventivas?

Feita esta dintinção e entendido que os investimentos em ações preventivas têm um retorno favorável para os cofres públicos, então cabe a pergunta: que tipo de ação pode ser desenvolvida no sentido de promover as chamadas medidas preventivas? Para responder a esta questão, listamos abaixo alguns exemplos de medidas preventivas que podem ser tomadas pela Prefeitura de sua cidade.

Como pôde-se perceber, a questão da saúde é muito mais ampla do que a mera construção de centros de saúde. Dessa maneira, quando for escolher o seu candidato, não deixe de avaliar o quanto se mostram eficazes suas propostas para a área.