Saída de Agnelli teria sido decidida na última sexta, reforçam jornais

Nomes já estão sendo cotados para a substituição, que possivelmente virá de dentro da própria mineradora

SÃO PAULO – Fonte ligada ao governo teria dito que a decisão sobre o tema foi tomada na última sexta-feira, dando seqüência às especulações quanto a saída de Roger Agnelli da presidência da Vale (VALE3VALE5), segundo a Agência Estado publicou nesta segunda-feira (28). A assessoria da mineradora mantém sua posição se absoluto sigilo sobre o tema. 

Para os analistas da Rosenberg, o movimento não passa de um retrocesso do projeto nacional de privatização, já que “o mais bem sucedido dirigente da história da empresa será destituído por pressões políticas irresistíveis”. 

De acordo com a fonte do veículo, o Governo já trabalha no sentido de escolher o próximo nome para assumir o cargo, que deverá ser algum diretor interno. Dentre os executivos mais prováveis estão Tito Botelho, diretor de operações de matais básicos, e José Martins, diretor de marketing, vendas e estratégia. 

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Tais nomes foram cotados por serem os mais antigos da empresa. A fonte também indicou que a saída de Agnelli possivelmente provocará uma renovação na diretoria executiva, que pode ser composta por no mínimo seis e no máximo nove membros. 

Retrospectiva
A especulação quanto a saída de Agnelli não é algo novo, no entanto, tomou novo fôlego após reportagem do jornal O Estado de S.Paulo ter afirmado que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, encontrou-se com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco (BBDC4), Lázaro Brandão, para discutir a sucessão no comando da companhia.

Após a notícia, foram publicados informações na coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, que o Bradesco teria aceitado a decisão dos outros acionistas da companhia, que forçavam a saída de Agnelli.

 

 

 

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