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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça no lugar de Ricardo Lewandowski. Até o momento, Lima e Silva atuava como advogado-geral da Petrobras, cargo para o qual também foi indicado por Lula, em julho de 2025.
Wellington César Lima e Silva já integrou o primeiro escalão em governos petistas. Em 2016, chegou a ser nomeado ministro da Justiça durante a gestão de Dilma Rousseff, mas a posse foi suspensa por decisão liminar em ação popular, sob o argumento de incompatibilidade com o cargo que exercia à época no Ministério Público. Diante do impasse, optou por permanecer no MP.

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Em 2023, aposentou-se como procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia para assumir a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, a convite de Lula. No ano passado, deixou a função para tomar posse como advogado-geral da Petrobras, posto que ocupa atualmente.
Oportunidade com segurança!
Formado em direito, com mestrado em ciências criminais, Lima e Silva também tem trajetória acadêmica, com atuação como professor e passagem pela Universidade Federal da Bahia. Sua carreira é vista no Planalto como marcada por perfil técnico e discrição, características valorizadas por uma ala do governo para a condução da pasta.
A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). Até a definição do novo ministro, o Ministério da Justiça segue sob comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que permanecerá à frente da pasta durante o período de transição.
Articulação para a escolha
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouviu ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes partidários antes de bater o martelo. A avaliação no entorno do presidente é que a definição do novo ministro precisava equilibrar perfil técnico, respaldo jurídico e capacidade de diálogo político.
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Ainda segundo a apuração do jornal, o principal articulador da indicação foi o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O movimento também contou com a simpatia do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que, assim como Wagner, foi governador da Bahia. Ambos defendiam um nome de confiança pessoal do presidente e com histórico de atuação no setor jurídico do Estado.
Ainda assim, havia aliados que sustentavam a necessidade de um nome com maior projeção política, como o do ministro da Educação, Camilo Santana.