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Usuários brasileiros voltaram a acessar nesta quinta-feira (5) a plataforma de vídeos Rumble, quase um ano após o serviço ter sido suspenso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O retorno ocorreu sem divulgação de despacho judicial, nota oficial do STF ou comunicação pública sobre o cumprimento das exigências impostas à empresa.
A reativação inesperada reacendeu dúvidas sobre o status jurídico da plataforma no país e sobre a efetividade das sanções determinadas pela Corte.
Nos Estados Unidos, o advogado Martin De Luca, que representa a Rumble, afirmou não ter conhecimento de qualquer decisão que tenha autorizado formalmente a retomada das operações no Brasil. Segundo ele, a empresa tampouco foi notificada sobre eventual suspensão das multas diárias aplicadas pelo STF.
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Exigências permanecem
Na decisão que determinou a retirada da Rumble do ar, em fevereiro de 2025, Moraes estabeleceu três condições para o restabelecimento do serviço: cumprimento integral das ordens judiciais, quitação das multas acumuladas e indicação de representante legal no Brasil. Até o momento, não há confirmação pública de que essas exigências tenham sido atendidas.
O bloqueio da plataforma teve origem na recusa da empresa em remover conteúdos atribuídos ao jornalista Allan dos Santos e em interromper os repasses financeiros relacionados ao perfil, além do descumprimento da exigência de representação jurídica no país.
Fundada em 2013 pelo empresário canadense Chris Pavlovski, a Rumble se posiciona como alternativa a plataformas tradicionais de compartilhamento de vídeos e ganhou projeção internacional a partir das eleições americanas de 2020, ao atrair usuários críticos às políticas de moderação de conteúdo.
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Disputa judicial avança fora do Brasil
Paralelamente ao embate com o STF, a Rumble e a Trump Media & Technology Group mantêm uma ação judicial nos Estados Unidos contra Moraes, sob alegação de censura e violação da soberania americana. O processo está paralisado desde agosto de 2025.
Nesta semana, as empresas apresentaram novo pedido à Justiça da Flórida para que o ministro seja notificado diretamente por e-mail institucional. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou contra tentativas anteriores de notificação internacional.
