Rui Costa reconhece possibilidade de volta de estatal no setor de combustíveis

Governo tem criticado a gestão de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, hoje chamada de Vibra Energia

Estadão Conteúdo

Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil, durante reunião no Palácio do Planalto em 06/01/2023 (Foto: Adriano Machado/Reuters)
Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil, durante reunião no Palácio do Planalto em 06/01/2023 (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Publicidade

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu nesta quinta-feira (12) a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor de distribuição de combustíveis. Embora as discussões sejam preliminares, ele defendeu que o aumento da competição neste segmento é positivo e as alternativas ao modelo antigo podem ser avaliadas.

O governo Lula tem criticado o governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras, que atuava na distribuição de combustível. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, classificou como “crime de lesa-Pátria” ao falar sobre o tema.

Até 2029 a Petrobras não pode, por contrato, concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora). Embora ocorram críticas à privatização, o governo tem reiterado o respeito à cláusula contratual.

Rui Costa mencionou ainda a possibilidade de novo entrante, além da Petrobras. “Podemos pensar em outros modelos, mas isso tudo ainda será discutido. Nada que possa ser anunciado ou esteja público até agora. Mas é evidente que é preciso e eu vou insistir nisso: a Petrobras nunca teve na distribuição, ao varejo, o domínio absoluto”, avaliou, ao defender aumento da competitividade.