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Relações comerciais

Romney quer flertar com Brasil para se aproximar da América Latina

Republicano planeja criar acordo de livre comércio com países latino americanos, mas esbarra em tensões com o Brasil, economia líder da região

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SÃO PAULO – O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Mitt Romney planeja, caso seja eleito, estreitar laços com o Brasil para aumentar as relações comerciais com países latino americanos. O republicano já disse que está nos seus planos a criação de um acordo de livre comércio entre os EUA e certos países da região, segundo a agênca Bloomberg.

“Não obtivemos por completo todas as oportunidades que o mercado latino americano oferece”, disse o republicano, em debate presidencial. “A economia da região é tão grande quanto a da China, e só estamos focando na China. A América Latina tem um amplo leque de oportunidades”, acrescentou.

De acordo com a Bloomberg, a economia da região movimenta cerca de US$ 5,8 trilhões, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) da China é de US$ 7,3 trilhões. “A China está ocupando a lacuna deixada pelos EUA, que negligenciou o potencial da região”, disse o embaixador brasileiro no país, de 1999 a 2004, Rubens Barbosa. A China é o principal destino de exportação para Brasil e Chile e o segundo maior para Peru, Costa Rica e Cuba.

Conforme a reportagem, a relação entre Brasil e EUA anda tensa, vide as recentes discussões sobre aumento de impostos sobre bens da indústria, a política de liquidez do Fed e subsídios da agricultura. “Está difícil um acordo bilateral porque os EUA não podem dar o que o Brasil quer, como redução das práticas protecionistas no setor de agricultura”, disse Barbosa.