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Romero Jucá diz que saída de Sarney da presidência do Senado não resolve crise

Parlamentar ataca senadores do seu partido que estão contra o presidente da Casa: "podem deixar a legenda o quanto antes"

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SÃO PAULO – O líder do governo no Senado Federal, o senador Romero Jucá (PMDB-RO), declarou nesta segunda-feira (3) que a crise na Casa não será resolvida com a saída de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Desde o início dos escândalos de atos secretos ocorridos dentro da instituição, Sarney enfrenta pressão de parlamentares, imprensa e civis para deixar o cargo.

“Não temos que sacrificar o presidente Sarney. A solução para a crise do Senado não é o sacrifício dele nem de ninguém, mas a mudança de procedimentos”, afirmou Jucá.
Sobre as três representações feitas pelo PSDB contra Sarney, Jucá declarou que não se pode radicalizar nem transformar a crise em “bate-bate (…). Temos que ter maturidade política e acalmar os ânimos”.

Estilo

Jucá argumentou que cada parlamentar possui um estilo diferente e tem sua circunstância política. “Tem gente que gosta de incendiar, outros de ser bombeiro, tem gente que surfa na crise e os que desaparecem”, declarou o senador, que acredita que o mais correto a ser feito é “ter tranquilidade” para preservar a Casa, independentemente das opiniões políticas de cada um.

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Em nota, Jucá fez declarações indiretas aos parlamentares de seu partido que são a favor da saída de Sarney do cargo. “O PMDB acata com humildade o descontentamento de alguns poucos integrantes que perderam espaço político e apostaram na fama efêmera oriunda de acusações vazias”, escreveu no documento.

Apesar de não citar nomes, a nota, endereçada aos senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE), revelou ainda que os senadores descontentes “podem deixar a legenda o quanto antes sem risco algum de perder o mandato. Ganharão eles, porque deixarão de pertencer ao partido do qual falam tão mal, e ganhará o PMDB, por tornar-se ainda mais coeso e musculoso”.