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Contas públicas

Rombo fiscal do governo deve ficar R$ 32 bilhões abaixo do esperado, aponta estudo

Apesar da boa notícia, o documento ressalta que os R$ 128,9 bilhões previstos agora ainda significam um aumento sobre os R$ 110,6 bilhões de 2017

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SÃO PAULO – Um estudo divulgado pela IFI (Instituição Fiscal Independente) aponta que o rombo das contas públicas deve ficar R$ 32,4 bilhões abaixo dos R$ 161,3 bilhões estimados pelo governo para este ano. Apesar da boa notícia, o documento ressalta que os R$ 128,9 bilhões previstos agora ainda significam um aumento sobre os R$ 110,6 bilhões de 2017.

Segundo o relatório, ajuda no corte das projeções o pagamento de despesas abaixo do limite financeiro concedido aos órgãos do Executivo, o chamado “empoçamento”. Segundo o Tesouro, o empoçamento era de R$ 12,2 bilhões até setembro, enquanto a IFI aponta que este valor chegou a R$ 14,1 bilhões no fim de outubro.

Além disso, a instituição aponta que o déficit primário será reduzido porque vários órgãos já tiveram despesas autorizadas, mas não conseguiram executá-las.

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“A dificuldade dos ministérios setoriais em executar seu limite de pagamentos tem gerado um significativo acúmulo de recursos que, em não sendo revertido até o final do ano, contribuirá para um déficit primário mais reduzido”, explica o documento.

A IFI ressalta ainda que os cenários fiscais de médio e longo prazo não se alteraram significativamente, o que mantém a urgência do ajuste das contas e da realização de reformas. No cenário mais otimista, o País deve voltar a registrar superávit em 2022, sendo que o cenário base atual projeta contas no azul em 2023.

Neste mesmo ano esperado para a virada do déficit, a IFI também projeta que a dívida bruta deverá atingir seu pico, de 82,7% do PIB (Produto Interno Bruto). Em seguida, ela deve se manter estável por um tempo, até que passe a cair, podendo voltar para a casa dos 40% em 2030.

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