Comissão do Impeachment

Romário renuncia à Comissão do Impeachment e faz críticas aos primeiros dias do governo Temer

Em nota publicada no Facebook, o senador justificou a sua declaração sobre se votará ou não pelo impeachment de Dilma

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A senadora Lúcia Vânia (PSB-GO) foi eleita ontem (1º), em votação simbólica, integrante da comissão especial do Senado que analisa o mérito da denúncia por crime de responsabilidade contra a presidente afastada Dilma Rousseff. Ela substitui o colega de partido senador Romário (RJ), que apresentou na véspera o pedido de renúncia do colegiado.

A comissão é formada por 21 membros titulares e 20 suplentes. Após a aprovação da admissibilidade do pedido de impeachment, no dia 12 de maio, a comissão passou a ter caráter processante. Nessa fase, a condução do processo de impeachment está a cargo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Dessa forma, o presidente do STF passa a ser a última instância recursal para resolver dúvidas e questionamentos. Assim, em questões de ordem apresentadas pela base de apoio a Dilma, por exemplo, caso a resposta de Lira seja negativa, os senadores poderão recorrer a Lewandowski.

Em nota publicada pelo Facebook, Romário justificou as suas declarações ao jornal O Globo, em matéria sobre os parlamentares que estão reavaliando o seu voto sobre o impeachment; ele votou a favor da admissibilidade do processo. Romário afirma que votou a favor do afastamento para que as investigações fossem aprofundadas. “Não há que se falar em mudança de voto porque são dois votos distintos. No primeiro, votei pela continuidade da investigação. O segundo e definitivo voto será para julgar o crime de responsabilidade, que eu farei, como sempre, guiado pela minha consciência e buscando o melhor para o Brasil”, afirmou.

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Ele ainda teceu críticas ao governo interino de Michel Temer. Romário afirmou que Temer tem pouco tempo para dar uma resposta aos anseios da população e uma “nova cara” ao Brasil. Porém, “ quando se está em crise, até um dia faz diferença e o governo Temer não tem o direito de cometer os mesmos erros da Dilma”. 

Os primeiros dias do governo interino não foram como deveriam ser. No lugar de ministros ‘notáveis’, conforme Temer prometeu, tivemos ministros investigados. Vimos ministérios estratégicos para o país serem fundidos e perderem relevância, como o fundamental Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. Assim como a extinção do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Temas relevantes e tão caros ao país, como o das pessoas com deficiência perderam relevância e foram abrigadas no Ministério da Justiça e Cidadania. Além da já anunciada extinção do Ministério da Previdência Social, órgão responsável pela elaboração de políticas, gestão e fiscalização de importantes benefícios sociais. Houve ainda a extinção Controladoria-Geral da União que, de certa medida, prejudica o combate à corrupção. Defendo o enxugamento da máquina pública e redução de custos do governo, mas não acredito que estas tenham sido as melhores alternativas. Todos vocês me conhecem, fui crítico ao governo Dilma. E não serei diferente agora, este é um dos meus papéis”, afirmou o senador em sua página. 

(Com Agência Brasil)