Votação decisiva

Rodrigo Maia espera que Plenário decida nesta quarta sobre denúncia contra Temer

Presidente da Câmara avalia que haverá quórum para votação do pedido do Supremo para abrir inquérito contra o presidente da República; serão necessários 342 parlamentares em Plenário

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse acreditar que haverá quórum no Plenário nesta quarta-feira (2) para a votação do pedido do Supremo Tribunal Federal (SIP 1/17) para abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer, denunciado por crime de corrupção passiva.

Segundo Maia, a Câmara tem obrigação de decidir sobre o tema. “Não se pode ter um presidente denunciado, e o Parlamento não deliberar sobre isso, independentemente da posição de cada um”, afirmou, ressaltando esperar que tudo esteja resolvido já na tarde de amanhã.

O presidente da Câmara participou nesta terça-feira (1º) de reunião na residência oficial para definir uma pauta de votações para o segundo semestre. Participaram do encontro o presidente do Senado, Eunício Oliveira; o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles; e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

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Economia

Maia defendeu a aprovação de projetos que possam ajudar na retomada do crescimento econômico e no aumento da arrecadação federal, como a Medida Provisória 783/17, que institui um novo programa de regularização tributária. Ele propôs que a discussão sobre a MP seja retomada já na próxima semana.

O presidente da Câmara apoiou ainda a manutenção da meta fiscal para este ano – que prevê um deficit primário de R$ 139 bilhões. “Defendo que o governo e o Congresso arrumem outros mecanismos para garantia da meta fiscal que precisa ser executada esse ano”, afirmou.

Segurança

Maia também propôs ao Senado uma pauta conjunta sobre segurança pública. Segundo ele, a ideia é discutir propostas comuns entre as comissões temáticas das duas Casas, com a participação de parlamentares, especialistas e secretários estaduais de Justiça e de Segurança Pública.

“Vamos ter uma pauta de segurança focada no cidadão, na melhoria e na modernização das leis e no aumento da punição. Uma parte cabe ao Congresso e entendemos que devemos avançar nisso”, disse