Críticas

Rodrigo Maia diz que Bolsa Família “escraviza” as pessoas

"Criar um programa para escravizar as pessoas não é um bom programa social. O programa bom é onde você inclui a pessoa", afirmou o deputado

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SÃO PAULO – Durante discurso no Brazil Institute do Wilson Center, em Washington nesta quarta-feira (17), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criticou o Bolsa Família, afirmando que este não é um “bom programa social” e ainda destacou que ele “escraviza” os usuários.

“Criar um programa para escravizar as pessoas não é um bom programa social. O programa bom é onde você inclui a pessoa e dá condições para que ela volte à sociedade e possa, com suas próprias pernas, conseguir um emprego”, disse.

Após o discurso, Maia explicou melhor sua declaração, justificando que esta escravização ocorre por conta de dependência que o Bolsa Família causa. “Escraviza pela dependência das pessoas. Se você não tem uma porta de saída, você gera uma dependência. Essa dependência atrela as pessoas ao Estado. A alternativa é gerar as condições para que a pessoa deixe de ser dependente do Estado” disse.

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“Se você está apenas dando o Bolsa Família e não gerando obrigação verdadeira para essa pessoa, está transformando a pessoa em dependente. O ideal é que todos os programas sociais tenham as condições para que o programa esteja vinculado à políticas públicas, que deem condições para todos os cidadãos”, continuou o deputado.

Maia também comentou o governo PT e a forma como o programa foi administrado neste período. “O Bolsa Família na verdade é um programa liberal, não é um programa de esquerda. Programa que garante igualdade de condições é o Bolsa Família, mas não da forma como foi conduzido pelo PT. É engraçado que o Brasil cresceu tanto no governo do PT e o número de pessoas dependentes do Bolsa Família aumentou. Tem alguma coisa errada”, completou.

Pro fim, o presidente da Câmara também falou sobre a chance de disputar as eleições em outubro, dizendo que ainda não é candidato porque não tem grandes intenções de voto. “Hoje não, eu tenho 1% nas pesquisas. No dia em que eu tiver 7%, as coisas melhoram muito”, declarou.