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Ritmo de apuração de denúncias leva IRB a mudanças

Além de novo presidente, autarquia tem nova diretoria; para Governo, afastamento permite maior transparência

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SÃO PAULO – Após denúncias de corrupção envolvendo o IRB Brasil Re (Instituto de Resseguros do Brasil), a instituição enfrenta mudanças. Nesta quarta-feira (08), quatro Decretos Presidenciais foram divulgados, para nomeação de novos ocupantes aos cargos de presidente e vice-presidente.

Afastamento é visto como transparência

Para o Governo, representado pelo Ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em nota divulgada à imprensa, a aceitação do afastamento do presidente Luiz Appolonio Neto e da diretoria do IRB não implica em pré-julgamento em relação às denúncias veiculadas pela mídia, mas sim “desprendimento da diretoria com vistas a permitir uma apuração mais rápida, isenta e de maior transparência junto à opinião pública”.

Vale lembrar que Marcos de Barros Lisboa assume a presidência do IRB em um momento em que se aguarda a tramitação, na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei complementar que regulamenta a abertura do mercado de resseguros no País. Sua missão, atribuída pelo próprio Palocci, é de conduzir o processo de cisão da IRB e de venda de sua carteira de operações comerciais, caso o projeto seja mesmo aprovado.

Começo da questão

O processo de denúncias teve início em maio, após matéria publicada pela revista Veja, afirmando que a autarquia era obrigada a pagar R$ 400 mil por mês para o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), em troca de indicação para a presidência do instituto.

A Polícia Federal apura as denúncias. Em nota oficial, entretanto, o IRB declarou não ser possível o repasse indevido de quantias a políticos.