AO VIVO Renda extra imobiliária: Como montar uma carteira vencedora de FIIs; assista

Renda extra imobiliária: Como montar uma carteira vencedora de FIIs; assista

Risco político faz prêmio do petróleo Brent descolar do mercado de ações, diz Citi

Conflitos na África e Oriente Médio alteram correlação histórica entre Brent e S&P 500; prêmio chega a US$ 16,00 por barril

SÃO PAULO – O mercado parece estar pagando um prêmio cada vez maior sobre o risco político embutido no barril de petróleo, especialmente o Brent, segundo dados do Citigroup.

Robert S. Morris, analista do banco de investimentos, afirma que o preço da commodity possui elevada correlação histórica com o desempenho do mercado de ações, porém, em razão dos recentes conflitos no norte da África e Oriente Médio, houve uma diminuição desta relação.

Tendo os últimos 12 meses como base de comparação, é possível observar que o preço do petróleo Brent subiu cerca de 25%, enquanto o índice S&P 500, da bolsa de Nova York, avançou apenas 8,4% no mesmo intervalo. A elevada correlação implicaria uma proximidade maior na variação dos preços e do índice.

PUBLICIDADE

Risco político joga prêmio para US$ 16,00
Dessa forma, Morris estima que se a correlação histórica estivesse mantida o preço do barril de petróleo Brent deveria estar em torno de US$ 109,00 ao invés dos US$ 125,00 registrados no final de abril, o que sugere um prêmio por risco político de US$ 16,00, ou 12,8% da cotação total do barril.

Ademais, o analista do Citi também observa que triplicou o prêmio entre os barris Brent e WTI, saltando de US$ 4,00 para US$ 12,00 desde o início do ano, tendo em ambos os casos o final de abril como referência para o cálculo.

Diferenças entre WTI e Brent
O petróleo norte-americano WTI (West Texas Intermediate) é retirado do Golfo do México e é mais leve que o Brent, o que tem decorrências importantes sobre a facilidade para o refino e seu valor. Já o Brent é produzido no Mar do Norte, ao norte da Europa, e cujo preço do barril é utilizado como referência para o óleo na Europa, África e Oriente Médio, embora seja responsável por apenas 1,5% da oferta global, segundo o Danske Bank.