RADAR INFOMONEY Méliuz (CASH3): o que explica a disparada da ação? Por que ela está subindo mais de 7% só nesta sexta?

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À espera do IPCA

Reunião da Petrobras que discutirá reajuste pode ser adiada para 6 de dezembro

Para analistas do Itaú BBA, governo pode estar esperando os dados do IPCA antes de decidir sobre nova metodologia dos preços

Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos

SÃO PAULO – A próxima reunião do conselho de administração da Petrobras (PETR3; PETR4) foi adiada de 22 de novembro para 28 de novembro. O ministro da Fazenda e presidente do conselho da estatal, Guido Mantega, disse que a intenção é “preparar melhor os temas da pauta”, mas, para o Itaú BBA, o atraso pode significar que a petroleira e o seu acionista controlador (leia-se governo) não conseguiram chegar a um acordo sobre a tão aguardada metodologia dos preços ou estaria aguardando os dados da inflação de novembro para tomar uma decisão sobre o aumento dos preços em dezembro. 

Caso seja isso, os analistas Diego Mendes e Paula Kovarsky, do Itaú BBA, acreditam que pode significar o adiamento da reunião do conselho para depois do dia 6 de dezembro (data da divulgação do IPCA). 

Até lá, não há muito a se fazer, além de aguardar o desenrolar dos acontecimentos, disseram os analistas: “enquanto isso, os investidores terão que conviver com a volatilidade causada pela importância desse evento e pelas fracas práticas de governança, esperando uma boa metodologia ao final das discussões”.

Interessante ainda atentar-se ao momento que a Petrobras decidiu discutir diferentes parâmetros para estabelecer a paridade para os produtos refinados domesticamente e os produtos importados, a empresa abriu espaço para o governo desvincular as duas metodologias, aumentando o risco de decisões arbitrárias para os volumes refinados domesticamente. A motivação da Petrobras para discutir parâmetros diferentes supostamente foi correta, e se destinou a incluir os custos da importação no cálculo, mas, para o Itaú BBA, esse pode ter sido um “equívoco estratégico”.

A petrobras está incorrendo em perdas nas importações e, para os analistas, o governo está preparado para compensar esse efeito. No que se refere aos produtos refinados domesticamente, a história pode ser diferente: o governo continua a insistir que não pode criar uma fórmula que leve à indexação da economia, disseram os analistas.